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Governo alerta turistas e diplomatas sobre febre amarela no Brasil
O Ministério da Saúde solicitou às pastas de
Turismo e Relações Exteriores que alertem os diplomatas em missão e agentes de
viagem para a situação da febre amarela no Brasil. Três pessoas com suspeitas da
doença morreram nos últimos dias, duas que moravam em Brasília e uma em Goiânia
(GO).
O ministério afirma que, apesar de as possíveis vítimas da doença todas morarem
em grandes cidades, a possibilidade de um surto urbano de febre amarela está
descartado porque todos os casos registrados atualmente são de pessoas que
contraíram a doença ao entrar nas matas.
A febre amarela despertou a atenção das autoridades da saúde depois das mortes
de macacos em Goiás e no Distrito Federal, próximos de áreas urbanas. O
secretário de Vigilância em Saúde, Gerson Penna, diz que desde 1942 não há
registro de febre amarela urbana no Brasil.
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, solicitou que todas as embaixadas e
representações de órgão internacionais em Brasília sejam informadas sobre os
casos de febre amarela no país. Para a ministra Marta Suplicy, do Turismo,
Temporão solicitou que a Abav (Associação Brasileira de Agências de Viagem) e
outra entidades sejam alertadas.
Para evitar a febre amarela, basta tomar a vacina dez dias antes de viagens para
as áreas consideradas de risco. A imunização é válida por dez anos.
Segundo o Ministério da Saúde, o vírus da febre amarela circula nas regiões
Norte e Centro Oeste, em Minas Gerais e Maranhão. Também são consideradas áreas
de transição e risco potencial o oeste do Piauí, oeste de São Paulo, oeste do
Paraná, oeste de Santa Catarina, sul da Bahia e sul do Espírito Santo.

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