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Com sítios históricos, Gênova garante bons passeios sem enxames de turistas
SILVIO CIOFFI
Enviado especial à Gênova
Mais barata --e bem menos turística-- que Milão, Roma, Veneza ou Florença,
Gênova tem a aura de uma grande metrópole italiana, bons museus, uma centro
medieval que acaba na antiga área portuária remodelada e, também, grandes
avenidas de comércio vibrante, caso da via 20 Settembre.
Silvio Cioffi/Folha Imagem

A piazza De Ferrari faz a ligação entre as áreas metropolitanas e medieval da
cidade
Para arrematar esse ambiente urbano acolhedor, há galerias, como a Mazzini,
próxima da piazza De Ferrari, e ruas repletas de lojinhas, caso da via San
Vincenzo, próxima do mercado Orientale.
Além do comércio autêntico e variado da via San Vincenzo, onde há de roupas a
ferramentas e joalherias, o passeio pode esticar até a via Galata, 96, onde uma
loja vende brinquedos dignos de marmanjos, incluindo trenzinhos, carros e
barcos.
Na piazza Metteotti, diante do Palazzo Ducale e próximo da piazza De Ferrari, um
quiosque de informações turísticas dá dicas de programas culturais e fornece
mapas da cidade. O local pode ser contatado pelo email genovainforma@solidarietaelavoro.it.
Outros dois sites dão informações valiosas para planejar passeios:
www.apt.genova.it e www.genovatouristboard.net.
História
Fundada pelos ligúrios diante de um golfo, numa região cujos sinais de
civilização datam do século 4º a.C, Gênova fica encarapitada numa extremidade do
Mare Nostrum dos romanos, numa esquina do Mediterrâneo que está nos mapas com o
nome de mar Lígure.
Tem, assim, um compromisso com a história, com o comércio marítimo e com a
aventura.
Chamada de "A Soberba", lutou com os venezianos --nem sempre levando a melhor--,
foi bombardeada em 1684 por ordem de Luís 14, tornou-se capital da República
Ligúrica, em 1789, sendo incorporada à França Imperial, em 1805.
Da época dos doges, governantes que conduziram a cidade, restaram palácios
aristocráticos no entorno da via Garibaldi, chamada, então, de Strada Nuova. Na
via Balbi, o palácio Doria Tursi abriga a prefeitura e foi edificado a partir de
1565 por Nicolò Grimaldi, aristocrata que emprestou dinheiro para o rei espanhol
Felipe 2º.
No acervo desse palácio há inclusive documentos relacionados a Cristóvão Colombo
(1541-1506), navegador que teria nascido em Gênova, nos arredores da Porta
Soprana, antiga entrada medieval da cidade edificada no século 12.
Na via Garibaldi, ficam ainda os palácios Bianco e Rosso. O primeiro, na via
Garibaldi, 11, está também relacionado à família Grimaldi e data de 1565.
Abriga, em sua galeria, óleos de Caravaggio, Van Dyck, Pedro Paulo Rubens e
Zubarán.
Já o palácio Rosso, pintado de vermelho e inaugurado em 1677, tem pintura de
Dürer, Strozzi e Veronese.
Mas, falando em Giuseppe Garibaldi, há, próximo da piazza de Ferrari e diante do
teatro Carlo Felice, uma estátua eqüestre do herói nacionalista que, nascido em
1807, em Nizza (atual Nice), tentou fugir de casa rumo a Gênova, aos 12 anos,
para se tornar marinheiro.
Garibaldi conheceria o genovês Giuseppe Mazzini em 1831, entrando na Jovem
Itália, então uma sociedade secreta que queria unificar a Itália expulsando
dominadores estrangeiros e fundar uma república.
Ele voltaria a Gênova com mil homens, não sem antes viajar pelo mundo e
exilar-se na América do Sul. Herói do Risorgimento, libertou a Lombardia do
domínio austríaco e, zarpando de Gênova, desembarcou na Sicília, em 1860, para
lutar contra a ocupação bourbônica. Essa história patriótica é contada no museu
do Risorgimento/ Instituto Mazziniano (www.istitutomazziniano.it), na via
Lomellini, 11.
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