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Água termal e passado de glamour dão fama a Poços de Caldas
PEDRO CARRILHO
Enviado especial a Poço de Caldas (MG)
Repousando no interior da cratera de um vulcão há eras extinto, a atual
tranqüilidade de Poços de Caldas contrasta com seu distante passado geológico e
seu mais recente período áureo da primeira metade do século 20.
Pedro Carrilho/Folha Imagem

Situada a uma altitude de 1.200 metros, em meio à serra da Mantiqueira, Poços de
Caldas atrai grande volume de turistas
Mas sua fama como destino turístico depende tanto de um como de outro. Situada a
uma altitude de 1.200 metros em meio à serra da Mantiqueira, e cercada por
vales, campos e montanhas, Poços de Caldas atrai um grande número de turistas em
busca de suas águas termais e do sossego das praças arborizadas.
Maior do que as demais estâncias hidrotermais do sul de Minas e mais próxima de
São Paulo do que de Belo Horizonte, Poços de Caldas recebe a maior parte dos
visitantes saídos do interior paulista devido à proximidade de cidades como
Ribeirão Preto e Campinas. Para chegar a Poços de Caldas, o turista passa por
paisagens de beleza tipicamente mineira.
Seu centro moderno de ruas planejadas é entremeado por grandes praças e por
parques floridos e arborizados.
Rica em recursos hídricos, de clima agradável e ladeada por uma serra densamente
florestada, a fama de Poços de Caldas vem, no entanto, da época em que figurava
entre os mais exclusivos destinos turísticos brasileiros.
Fundada em 1872, foi freqüentada por uma elite de intelectuais, políticos e
empresários, mas, aos poucos, foi perdendo a aura de estação hidrotermal mais
sofisticada do país. Principalmente após a proibição do jogo no Brasil, em 1946.
As termas e os parques, além do hotel e do cassino, testemunharam um passado
mais glorioso.
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