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Pantanal deixa de operar nesta quarta-feira; empresa diz que vai recorrer
CRISTIANE
MARSOLA
Colaboração para a Folha Online
A Pantanal Linhas Aéreas voa pela última vez nesta terça-feira. A empresa não
teve o Cheta (Certificado de Homologação de Empresa de Transporte Aéreo)
renovado pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) porque não entregou
alguns documentos solicitados pela agência reguladora. A central de reservas da
companhia aérea, no entanto, informa que aguarda uma liminar da Justiça para
poder voltar a vender passagens ainda nesta tarde para o período de 26 a 30 de
março.
A empresa não quis dar mais informações sobre o pedido de liminar nem sobre o
fim das operações.
A Anac tinha dado prazo até 7 de março para que a Pantanal comprovasse com
documentação sua regularidade técnica, operacional, jurídica e fiscal, mas a
empresa não cumpriu a exigência.
Para que voltar a operar, a Pantanal terá de pedir um novo certificado. No
entanto, não há prazo determinado para que o Cheta seja novamente expedido.
O pedido de comprovação da situação regular foi feito pela Anac em 14 de
dezembro. Desde então, segundo a agência reguladora, a companhia pediu diversas
vezes que o prazo fosse ampliado, mas a solicitação não foi atendida.
Com uma frota de seis aeronaves, a Pantanal tem cerca de 0,14% do mercado
nacional de aviação, com 33 slots (horário para pousos e decolagens) por dia em
Congonhas. A empresa opera em Araçatuba, Marília, Presidente Prudente e Bauru,
em São Paulo, Juiz de Fora, em Minas Gerais, e Mucuri, na Bahia.
O presidente do Sindicado dos Aeroviários do Estado de São Paulo, Reginaldo
Alves da Silva, disse que pediu uma audiência em caráter de urgência com o
Ministério Público do Trabalho para saber como vai ficar a situação dos
funcionários da empresa. "Queremos ver como será a rescisão."
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