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Dólar fecha a R$ 1,704, com perspectiva de juros mais altos no Brasil


O dólar comercial foi cotado a R$ 1,704 para venda, em declínio de 0,35%, nos últimos negócios desta segunda-feira. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,800, em retração de 0,55%.

A moeda americana chegou a romper o piso de R$ 1,70 no dia, sendo trocada por R$ 1,697 na menor cotação registrada nos negócios de hoje.

O Banco Central somente entrou no mercado perto do encerramento das operações e aceitou ofertas por R$ 1,7029 (taxa de corte). Até sexta-feira, o nível das reservas internacionais atingiu US$ 194,720 bilhões.

Profissionais das mesas de câmbio destacaram entre as principais notícias de hoje o boletim Focus, preparado pelo BC, que mostra as medianas das projeções do setor financeiro para uma série de indicadores econômicos. O boletim destaca que boa parte dos economistas de bancos e corretoras elevaram suas estimativas tanto para a inflação do ano quanto para taxa Selic de 2008.

O IPCA projetado saltou de 4,47% para 4,50%, enquanto que a taxa Selic prevista foi de 12% para 12,5%. Os analistas já acreditam em um ajuste (para cima) da taxa básica de juros já na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) neste mês, de 11,25% para 11,50%.

Na semana passada, os dados frustrantes do mercado de trabalho americano reforçaram a percepção de que o banco central dos EUA, o Fed, será forçado a reduzir a taxa básica local, hoje em 2,25% ao ano, para 2% ou até mesmo 1,75%.

Operadores destacam que a ampliação da diferença entre juros americanos e brasileiros tende a atrair capital externo para o país e justifica a baixa das cotações nos últimos dias.

Juros futuros

As taxas projetadas para 2009, 2010 e 2011 subiram no mercado futuro de juros --que baliza as tesourarias dos bancos-- da BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros).

No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada subiu de 12,29% ao ano para 12,36%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada passou de 13,09% para 13,18%; e no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada avançou de 13,16% para 13,26%.




 

 

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