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Aos 25 anos, parque nacional de Abrolhos, na Bahia, perde visitantes
KARIN BLIKSTAD
da Agência Folha
Reconhecido como o maior banco de corais do país, famoso pelas atividades de
mergulho e atrativo para observadores de baleias jubarte, aves e tartarugas
marinhas, o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, que completou 25 anos no dia
6, registrou uma redução de 62% no número de visitantes nos últimos dez anos.
Em 2007, mais de 5.000 pessoas estiveram lá --em 1997, foram quase 15 mil.
Segundo o chefe do parque, Marcello Lourenço, as principais razões estão ligadas
a fatores externos ao parque.
mar.2006/Marcello Lourenço

Vista aérea do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, que registrou redução de
62% dos visitantes nos últimos dez anos
Entre eles há o fato de que, em 2001, a Pantanal suspendeu os vôos até Caravelas
(856 km de Salvador), cidade mais próxima. No mesmo ano, a Soletur, que tinha
hotéis e rotas na região, faliu.
Para chegar ao parque, é preciso pegar um vôo até Porto Seguro (R$ 800 para ida
e volta em alta temporada) e percorrer de carro 160 quilômetros até Caravelas.
Serviços insatisfatórios
Já os turistas reclamam da má qualidade de serviços -passeios de barco,
mergulho, trilhas e alimentação.
Segundo Benita Monteiro, coordenadora-geral de visitação do Instituto Chico
Mendes de Conservação da Biodiversidade, que administra o parque, os serviços
são oferecidos por pessoas credenciadas.
"[Os empresários] não ajudam na manutenção. (...) Quem paga por isso é o
parque", diz Monteiro.
Um projeto para a concessão dos serviços vem sendo elaborado desde 2005 para
permitir o retorno de 10% dos lucros com o turístico -sendo 5% para o parque. O
edital deve sair em maio.
O parque ainda pode receber um empreendimento de criação de camarão.
Ambientalistas e Ibama dizem que essa cultura contamina os mangues, berçários de
várias espécies. A questão está na Justiça desde 2004.
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