|
|
Após queda brusca, dólar volta a subir e fecha a R$ 1,65
da Folha Online
O dólar comercial foi trocado por R$ 1,658 para venda, em alta de 0,48%, nos
últimos negócios desta segunda-feira. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar
turismo foi cotado a R$ 1,760, com avanço de 0,57%.
Profissionais de corretoras comentam com alguma preocupação os rumores de que o
governo pode tomar alguma medida para evitar a retração ainda maior das taxas de
câmbio. Essa preocupação ganhou reforço hoje com a divulgação do déficit de US$
174 milhões da balança comercial na primeira semana de maio.
Na semana passada, quando a agência Standard & Poor's promoveu o Brasil a "grau
de investimento", muitas associações de classe também manifestaram temor por uma
"enxurrada de dólares", a desvalorização ainda maior do câmbio e suas
conseqüências para as exportações.
O mercado de câmbio ainda não refletiu essa "enxurrada de dólares", e corretores
lembram que, no caso de muitos fundos de investimentos mais conservadores, é
necessário que outra agência de rating confirme a opinião da S&P. Hoje, a
agência Fitch confirmou que a nota de risco brasileiro está sob "revisão ativa".
"Para mim, o que houve hoje foi um ajuste. Na quarta-feira, quando houve a
promoção, faltava pouco tempo para o mercado fechar. Na sexta, muita gente
estava fora, porque emendou o feriado, e também houve poucos negócios. Hoje, o
mercado somente ajustou os preços porque a taxa caiu rápido demais", comentou
Ideaki Iha, analista da corretora Fair.
Juros futuros
Na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros), os investidores puxaram as taxas
projetadas para 2010 e 2011.
No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada foi mantida em 12,80% ao ano;
no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada subiu de 13,55% para 13,68%; e
no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada passou de 13,43% mantida em
13,60%.
O boletim Focus, do Banco Central, mostrou que a maioria dos analistas elevou
suas projeções, tanto para a inflação quanto para o crescimento do PIB deste
ano. Pela mediana das estimativas, o IPCA previsto subiu de 4,79% para 4,86%. Já
o crescimento esperado para o PIB foi ajustado de 4,60% para 4,66%.
|
|