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Animais se mostram aos turistas na seca do Pantanal
JÉSSIKA TORREZAN
do Agora
Um dos ecossistemas de maior diversidade do planeta está
localizado na região Centro-Oeste do Brasil.
O Pantanal, que ocupa parte dos Estados de Mato Grosso e de
Mato Grosso do Sul, além de Bolívia e Paraguai, impressiona
pelos números: são 210 mil km2 de extensão e, segundo a ONG
WWF, que tem projetos de proteção ambiental na área, há 263
espécies de peixes, 122 de mamíferos, 93 de répteis e 656 de
aves. Além disso, o local é a maior área alagável do mundo.
Alex Almeida/Folha Imagem

Ecossistema de grande diversidade ocupa parte dos Estados de
Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul, além de Bolívia e
Paraguai
Resumindo, se você gosta de observar animais em seu habitat
e do contato com a natureza, o Pantanal é um passeio
indispensável.
O melhor período para ver os bichos é de julho a setembro,
que é a época da seca. Com a escassez de água, várias
espécies se concentram onde ainda há lagos ou poças, e isso
torna a observação mais fácil.
Os meses de chuva são dezembro, janeiro e fevereiro. Para
quem gosta de pescar, a temporada vai de fevereiro a
outubro. Entre novembro e janeiro, a pesca é proibida por
conta da piracema, que é o período de reprodução dos peixes.
A maioria dos hotéis da região fica em fazendas. Muitos,
aliás, têm projetos de preservação ambiental em seu próprio
terreno. Entre os passeios mais comuns estão o safári
fotográfico, no qual a meta é conseguir uma boa foto, a
pesca de piranhas, as trilhas pela mata e a focagem noturna,
quando os turistas saem à procura de jacarés --os mais
corajosos podem até carregar os filhotes, mas, claro, não é
permitido caçar animais. Alguns pacotes também oferecem um
"dia de peão", em que os turistas experimentam a rotina de
um verdadeiro peão pantaneiro.
Os hotéis também costumam oferecer bicicletas. A maioria tem
guias especializados que contam histórias da região e ajudam
a identificar as espécies de animais que cruzam o caminho
dos turistas.
Além do tuiuiú, da onça-pintada e dos jacarés, símbolos do
local, outras espécies merecem atenção. A dica é acordar
cedo, colocar uma roupa confortável e passar o dia em meio à
natureza.
Norte e Sul
Leonardo Wen/Folha Imagem
Turistas cavalgam na beira da estrada Parque, acesso às
fazendas turísticas da região do Pantanal a partir do rio
Paraguai, em Corumbá
Depois de escolher o Pantanal como destino, o turista tem de
se preocupar em escolher se vai visitar o Norte ou o lado
Sul.
O lado norte tem como capital Cuiabá, e é esta cidade o
ponto de partida para os visitantes. As cidades mais
conhecidas dessa região são Barão de Melgaço, Poconé e
Cáceres. Em comum, elas têm e vegetação típica de savana e
campo.
Quem está ao norte pode aproveitar o passeio para conhecer a
Chapada dos Guimarães, outro destino turístico imperdível.
Os mais dispostos podem até esticar a viagem até a Amazônia
Legal, ao norte do Mato Grosso, e conhecer outro ecossistema
tão rico em diversidade e exuberância quanto o Pantanal.
Já quem preferir o Sul, a cidade de Campo Grande, no Mato
Grosso do Sul, é o ponto de partida. As principais cidades
desta parte do Pantanal são Aquidauana, Miranda, Corumbá e
Porto Murtinho.
A dica para quem estiver no Sul do Estado é conhecer Bonito,
uma cidade que, como o próprio nome deixa claro, tem como
atrativo principal as exuberantes paisagens que envolvem
cachoeiras, lagoas de águas cristalinas e grutas
preservadas.
Apesar da tranqüilidade que cerca ambos os roteiros, o
Pantanal tem se tornado cada vez mais o destino de quem
procura aventuras radicais, como o rapel (descer
cachoeiras), o trekking (caminhada por trilhas selvagens), o
rafting (descida de corredeiras de rios com um bote) ou
mesmo o mountain bike. Já existem, inclusive, agências
especializada no turismo de aventura.
De quebra, os esportistas têm como pano de fundoos cenários
paradisíados do Pantanal matogrossense. Vale lembrar que,
para se aventurar por aí, é preciso ter experiência no
esporte ou o acompanhamento de instrutores.
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