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Dólar desvalorizado faz turistas americanos buscarem albergues na Europa
s, em Bruxelas
A baixa do dólar está levando muitos americanos a uma nova
experiência na Europa: ficar em um albergue, ou hostel, para
jovens.
Com preços como US$ 31 a diária em algumas das cidades
européias mais caras --e com serviços como empréstimo de
carregador de câmera digital--, os hostels estão abandonando
aquela imagem de esconderijo de percevejo e duchas
emboloradas.

Annie Worth, 21, de Orinda (Califórnia) afirma que ela e
seus amigos costumavam ficar em bons hotéis com seus pais
durante as férias, mas preferiu ficar em um albergue básico
durante uma "mochilada" por 11 países europeus.
"Com o euro se tornando tão forte e o dólar tão fraco, acho
que muitos jovens que antes não ficavam em albergues estão
mudando de idéia, até porque têm tido boas referências
deles", diz ela.
Os donos de hostels também têm notado um público diferente
ultimamente. Além dos jovens com pouco dinheiro, outros de
famílias mais ricas e mesmo pessoas acima de 30 anos
passaram a se hospedar nesse tipo de estabelecimento.
Lynn Schouten, gerente do Shelter Jordan, em Amsterdã,
relata um quadro assim. "Não são mais apenas jovens, como
nos anso 70", considera ela. Em resposta a essa nova
demanda, o albergue foi reformado no ano passado para ter
quartos menores que "são mais caros, mas dão mais
privacidade e conforto".
A experiência de se hospedar em um hostel também dá aos
viajantes a chance de dividir experiências com outros
turistas.
Vincent Dewilde, gerente do 2GO4 Quality Hostel, em
Bruxelas, afirma que viajantes solitários sempre se
encontram no lounge do estabelecimento, onde trocam idéias e
combinam saídas. Gesticulando entre hordas de estudantes que
lotam os quartos comunitários, claro.
"É um de turismo tipo completamente diferente", diz o
gerente.
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