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Lima e Cuzco têm arquitetura colonial e cultura inca
JULIANA VENTURA
do Agora
Não há dúvidas de que a maior atração do Peru é mesmo o
santuário de Machu Picchu, mas é um erro tirar a capital
Lima do itinerário. Fundada em 1535, na região central do
país, a cidade tem um bonito centro histórico, tombado pela
Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a
Ciência e a Cultura).
Entre os destaques estão os conventos de Santo Domingo e de
San Francisco e a catedral de Lima, amostras da arquitetura
colonial. Atração à parte são as sacadas talhadas em madeira
presentes em boa parte das construções. Na parte central, é
possível observar uma fonte de bronze do século 17.
Heloísa Lupinacci/Folha
Imagem

Catedral de Lima abriga preciosidades históricas, como o
conjunto de assentos do coro, e o Museu de Arte Religioso
Para ter contato com a cultura inca no ambiente urbano, uma
boa pedida é visitar a Huaca Pucllana, construção anterior
aos incas com forma piramidal, no bairro de Miraflores. Na
costa, também é possível observar um santuário pré-inca, o
oráculo de Pachacamac --deus do fogo e filho do Sol, de
acordo com a mitologia inca.
Em Cusco (a cerca de 1.100 km de Lima), antiga capital do
império inca, as construções arqueológicas dividem espaço
com edifícios coloniais em estilo barroco andino, como a
catedral e a igreja da Companhia. Um bairro tipicamente
colonial é San Blas, conhecido como bairro dos Artesãos.
O Koricancha e o palácio Inca Roca são mostras da
arquitetura incaica. A fortaleza de Sacsayhuamán, com suas
enormes muralhas, fica a apenas dez minutos de Cusco. Os que
quiserem se embrenhar em mais sítios arqueológicos têm
opções que vão além de Machu Picchu. Inteiramente em pedra,
os sítios de Qenko, Pukapukara e Tambomachay ficam a poucos
quilômetros da cidade.
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