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Sossego da ilha do Mel atrai surfistas e amantes da natureza
CAMILA PASSOS
do Agora
Para quem busca um destino quase intocado pelo homem, a ilha
do Mel é uma boa opção. O local tem 35 km de praias rodeadas
pela rica vegetação da mata atlântica.
Valdir Dala Marta/Divulgação

Ilha do Mel tem natureza preservada em seus 35 quilômetros
de praias rodeadas pela rica vegetação da mata atlântica
O acesso ao rústico local é feito apenas por barcos.
Chegando lá, o clima não é diferente: não circulam carros
pelas ruas de terra e nem há iluminação durante a noite.
A ilha possui um status especial entre os destinos do
ecoturismo. É considerada uma reserva da biosfera pela
Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a
Ciência e a Cultura). Por isso, o acesso ao local é
limitado: recebe, no máximo, 5.000 pessoas por dia.
Além de aproveitar o Sol nas belas praias, o turista poderá
fazer caminhadas para apreciar a paisagem. Os surfistas
também têm lugar garantido: a praia Grande tem ótimas ondas
e é palco de diversos campeonatos de surfe, como Paranaese
Guarah Surf Pro.
Vilas
Os turistas que visitam a ilha do Mel costumam se concentrar
em duas vilas: Nova Brasília e Encantadas, que abrigam
campings, pousadas e restaurantes. No cardápio, destaque
para os frutos do mar, que vêm em pratos bem servidos e
baratos.
As praias do lugar têm características diferentes. Enquanto
a da Fortaleza é praticamente deserta, a Encantadas é
sinônimo de animação. Durante a alta temporada ou em
feriados prolongados, também há opções de diversão noturna:
os bares das vilas organizam forrós e shows de reggae que
duram a madrugada toda.
Divulgação

No litoral do Paraná, acesso à ilha do Mel, considerada uma
reserva da biosfera pela Unesco, é limitado a 5.000 pessoas
por dia
Além de conferir as lindas paisagens, os turistas podem
visitar as construções históricas da ilha. A fortaleza de
Nossa Senhora dos Prazeres foi construída no século 18 a
pedido do então rei de Portugal, dom José, para proteger a
baía de Paranaguá.
O lugar foi palco do combate Cormorant, que ocorreu quando
um navio de guerra inglês aprisionou três embarcações
brasileiras para impedir o tráfico de escravos, que, na
época, já estava proibido. A fortaleza foi tombada pelo
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em
1972.
Próximo da fortaleza fica o morro das Baleias, onde é
possível conhecer um labirinto de canhões antigos. No local,
há também um mirante, de onde é possível contemplar um
incrível pôr-do-sol. O farol das Conchas, localizado no
morro de mesmo nome, é outro cartão-postal da ilha.
Construído em 1872 a pedido de dom Pedro 2º, servia para
orientar os navegadores da baía de Paranaguá.
Para quem gosta de histórias fantásticas, outra opção é a
gruta das Encantadas. O paredão rochoso é o cenário de
várias lendas contadas pelos habitantes da ilha.
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