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Museu Nobel tem sorvete e "nobéis" voadores
DIÓGENES MUNIZ
editor de Informática da Folha Online
Se existisse um prêmio Nobel da Sobremesa, ele seria o
vencedor. Localizado no centro velho de Estocolmo, próximo
ao Palácio Real Sueco, o Museu Nobel exibe curiosas
instalações em homenagem a centenas de mentes premiadas no
último século --grande coisa, perto do famoso sorvete
servido em sua cafeteria...
Painel luminoso exibe mensagem dentro do Museu Nobel: "O que
agora está provado foi outrora imaginado"
Numa visita, é o doce gelado que nos força a pensar que,
sim, o ser humano teve fabulosas idéias para tornar a vida
menos difícil. O prato nasce da mistura de sorvete italiano
de baunilha com groselha-negra (fruta silvestre encontrada
sobretudo em países de clima severamente gelado). O "Nobelbankettglass"
é servido aos líderes mundiais durante a cerimônia de
premiação que acontece todo fim de ano, na Prefeitura de
Estocolmo, ou para quem paga 40 coroas suecas (R$ 12) no
museu.
O Museu Nobel recebe em média 130 mil pessoas por ano, mas,
a partir de outubro, quando os vencedores são anunciados,
cresce o interesse turístico. Quem visitá-lo para além das
comidinhas vai achar extenso material multimídia sobre os
mais de 780 laureados.
Divulgação

Saboroso sorvete com groselha-negra é um bom motivo para
fazer visita ao Museu Nobel
Diógenes Muniz/Folha Online
Máscara feita do a partir do rosto de Alfred Nobel
(1833-1896) é exibida com testamento
Logo na entrada, o jovem museu (fundado em 2001, cem anos
após o início da premiação) revela um caráter hi-tech, que
se espalha pelo resto do espaço. Quase tudo vai exposto numa
plataforma digital ou luminosa, o que é destacado pela
ambientação escura. Aquilo que não está sobre bases
translúcidas sobrevoa a cabeça dos visitantes: ao olhar para
cima, fotografias dos vencedores do Nobel com seus
respectivos nomes cumprem um circuito suspensas, como numa
espécie de bondinho.

Nas diferentes salas (veja arte abaixo), há vídeos
explicando o universo por trás da grife Nobel --de
bastidores da cerimônia de premiação ao funcionamento das
descobertas premiadas. É possível ouvir discurso de dezenas
de "nobéis", bem como observar instrumentos históricos que
fizeram parte de seus trabalhos.
Divulgação

Fachada do Museu Nobel, instalado em uma construção do
século 18 e localizado no centro velho de Estocolmo
O museu, no entanto, tem suas "pegadinhas". Na ala que
deveria dar uma perspectiva histórica do instituto, um
recipiente de penicilina sem legenda se faz passar por
artefato do acervo pessoal de Alexander Fleming (1881-1955),
o descobridor da substância --na verdade, trata-se de
penicilina ilustrativa, da década de 40, explica um curador,
apontando que logo ali perto há uma cápsula de Petri da
coleção de Fleming.
Antes de ir para a saída, o freqüentador em busca de um
souvenir deve passar pela loja do museu, onde há mais uma
guloseima: a medalha do prêmio Nobel feita de chocolate (10
coroas suecas ou R$ 3). Caso queria saboreá-la sentado no
café, observando a praça mais velha da capital sueca (Stortorget),
aproveite para conferir o que está escrito debaixo da sua
cadeira. Você pode estar sentado no assento autografado pelo
escritor português José Saramago (Nobel de Literatura em
1998) ou pelo ex-vice-presidente dos EUA Al Gore (Nobel da
Paz em 2007).
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Arte/Folha Online

1. Últimos premiados: neste espaço, no hall do museu, o
visitante assiste a pequenos filmes sobre os últimos
premiados.
2. Perspectiva histórica: no corredor principal, abre-se
espaço para a cronologia do prêmio. Ela vai do célebre
testamento de Alfred Nobel --que destinou sua fortuna a um
evento que celebraria o conhecimento-- até sua repercussão
atual. O trecho reúne uma fileira de fotografias e recortes
de notícias sobre a premiação, além de abrigar alguns
objetos relacionados às descobertas.
3. Nobel voador: desde 1901, mais de 780 pessoas receberam
tributos da Fundação Nobel. Cada uma delas é apresentada com
um retrato que plana sobre o corredor central do museu por
meio de um cabo aéreo.
4. Bastidores: vídeos explicam os detalhes do prêmio,
exibindo como funcionam os comitês que elegem os vencedores
e o que comem os convidados ao banquete da premiação, que
acontece em 10 dezembro, data de morte de Nobel.
5. Meio criativo: como o ambiente social influencia no
processo criativo? Neste espaço, nove filmes com oito
minutos cada um mostram onde os principais laureados viveram
e trabalharam.
6. Indivíduo criativo: invenções premiadas nas diferentes
áreas são destrinchadas em 33 vídeos de três minutos cada. A
seção também reserva espaço aos rascunhos e objetos
utilizados no trabalho de cientistas famosos.
7. Alfred Nobel: o mesmo sujeito que dá nome ao prêmio "da
paz" inventou a dinamite. Detalhes como esse são relatados
nesta parte do museu. Há ainda uma máscara feita com o rosto
do rico industrial após sua morte.
8. Ouça: aqui, o visitante pode ouvir discursos e palestras
de dezenas de vencedores do Nobel.
9. Loja: brinquedos temáticos, agendas e livros compõem as
prateleiras nesta parte. O visitante é convidado a sentar e
ler os materiais disponíveis, mesmo sem levar nada.
10. Cafeteria: por conta do célebre sorvete Nobel, o Kafé
Satir ficou tão conhecido pelos turistas quanto o próprio
museu. Cerca de 200 "nobéis" autografaram as cadeiras deste
ambiente. Para achar a assinatura, vire-as ao contrário.
11. Exposições temporárias: de acordo com a curadoria do
museu, ao menos três exposições temporárias são feitas por
ano. Para saber o que está programado, acesse o site
oficial.
12. Banheiro e guarda-volumes
(Última dica: as entradas custam 60 coroas suecas para
adultos (quase R$ 19). Embora a administração não divulgue,
toda terça-feira, das 17h às 20h, a visitação é gratuita.)
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