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Passeio pelo National Mall, em Washington, pede tempo e disposição
HELOISA LUPINACCI
, em Washington
Em um extremo, o memorial Lincoln; no outro, o Capitólio.
Entre os dois, mais de 3 km e uma série de museus e
memoriais. No National Mall, como é chamado esse grande
bulevar, para onde quer que olhe, o turista avista um marco.
A área foi idealizada por Pierre Charles L'Enfant em 1791, e
só foi criada em 1901, quando a comissão MacMillan
recomendou que os planos de L'Enfant fossem recuperados.

Sem entrar nos museus, o turista passa um dia ali. É útil
dividir o passeio em dois ou mais dias. Um para memoriais e
outro, ou outros, para museus.
No dia dos memoriais, uma boa pedida é alugar uma bicicleta
(leia na pág. F12), pois tudo parece mais perto do que é. Do
obelisco, tem-se a impressão de que o memorial Lincoln está
logo ali. Mas a distância é de 1,3 km, ou 20 minutos
caminhando a 4 km/h.
Um bom ponto de partida --e talvez o ponto do passeio- é o
memorial Lincoln, projetado pelo arquiteto Henry Bacon, que
buscou na Grécia, berço da democracia, as linhas do memorial
para o presidente que a defendeu. Pode parecer bobo subir 98
degraus para ver a estátua de um presidente dos EUA do
século 19. Mas a experiência é mais do que isso.
Obelisco visto a partir do Memorial Lincoln; distância entre
os dois é de 1,3 quilômetro, ou cerca de 20 minutos de
caminhada
A estátua de Lincoln, com 5,8 m de altura, ocupa o centro
memorial, que tem duas alas laterais, onde estão transcritos
dois discursos do político.
À esquerda, no discurso de Gettysburg (1863), a busca pelo
fim da Guerra Civil e a renovação do país "concebido em
liberdade e dedicado ao propósito de que todos os homens são
iguais". À direita, o da posse do segundo mandato, em março
de 1865, um mês antes da morte de Lincoln. Nele, o
presidente exorta os Estados da União (norte) a aceitar a
Confederação (sul) como parte do país.
Permeado de alusões à escravidão --pavio da Guerra Civil--,
o discurso demonstra o esforço de Lincoln de manter os
Estados Unidos como um país.
Saindo dali, há algumas rotas possíveis. Em frente está o
memorial aos Veteranos da Segunda Guerra Mundial. Ao lado,
na face sul, fica o memorial da Guerra da Coréia. Na face
norte, o da Guerra do Vietnã.
Seguindo pela Ohio drive chega-se a dois monumentos
dedicados a presidentes: Thomas Jefferson e Franklin Delano
Roosevelt. Este último aparece em estátua com seu cão Falla,
um dos mais célebres primeiros-mascotes dos EUA.
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