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Praias de água doce e riqueza histórica dão fama a Belém (PA)
MARIANA MAZIERO
do Agora
Conhecida por seus cenários raros, a cidade de Santa Maria
de Belém do Grão Pará, ou apenas Belém, completa 393 anos no
dia 12 de janeiro.
Com seus traços únicos, de metrópole inserida na Amazônia,
merece uma visita. Belém nasceu com a construção do forte do
Presépio, em 1616. Hoje, o local é conhecido como forte do
Castelo e é muito procurado por turistas. O clima equatorial
--quente e úmido-- é influência da floresta amazônica.
Catedral de Belém, que passou por reforma nos anos 90, tem
torres em estilo clássico projetadas pelo italiano Giuseppe
Landi
A grande quantidade de mangueiras nas ruas da cidade ajuda a
amenizar o calor. De julho a novembro, meses mais quentes, a
temperatura pode chegar a 41ºC.
Ao contrário do que muita gente pensa, Belém tem praias e
ondas que atraem surfistas, porém, todas de água doce, do
rio Amazonas. Mais da metade da região territorial é formada
por ilhas.
Mas Belém também pode agradar a quem quiser saber um pouco
mais do passado brasileiro. Há quem diga que passear pela
cidade é como conhecer um novo Brasil pelos monumentos
coloniais. O mercado Ver-o-Peso, por exemplo, é um dos
cartões-postais. Lá funciona uma feira onde são encontrados
peixes de água doce, frutas e legumes regionais. O local
encanta os visitantes e os moradores por seus cheiros, cores
e sabores.
Outro ponto procurado é o Complexo Feliz Luzitânia, que hoje
abriga museus e restaurantes. O parque zoobotânico do Museu
Paraense Emílio Goeldi também está entre os pontos
importantes. É considerado um cantinho da floresta dentro da
cidade.
Passado
Heloísa Lupinacci/Folha Imagem

Vista do forte do Castelo, núcleo Feliz Luistânia, formado
também pelo Museu de Arte Sacra, Casa das Onze e igreja da
Sé
Inicialmente, a cidade de Belém era apenas um porto, e a sua
principal função era assegurar a soberania dos colonizadores
portugueses na região Norte do Brasil. Belém passou por um
período negro em sua história quando se tornou ponto de
comercialização das drogas do sertão.
As coisas mudaram no final do século 19, graças ao ciclo de
extração e comercialização da borracha, o que proporcionou
grande expansão da colonização, atraindo riqueza e causando
transformações culturais e sociais.
A partir daí, Belém passou a abrigar inúmeras preciosidades
históricas e arquitetônicas. Uma delas é a catedral de
Belém, com torres em estilo clássico, que foram projetadas
pelo italiano Giuseppe Landi --a decoração interna foi
bastante alterada quando a catedral passou por uma reforma,
na década de 90.
Outra construção histórica é o famoso Teatro da Paz.
Antigamente, as ruas que levam ao local eram feitas de
paralelepípedo revestido de borracha para amenizar o barulho
das rodas das charretes. Na decoração, espelhos de cristal.
O espaço acomoda 1.100 pessoas, e o dinheiro para a sua
construção também veio dos barões da borracha.
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