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Ruínas de presídio são atração turística em Ilha Grande (RJ)
Dois Rios é um dos lugares
mais visitados de Ilha Grande, no Rio de Janeiro. E não
somente por quem quer apreciar a paisagem, formada por águas
claras dos dois rios que desembocam ali --e que dão nome à
vila.
Reprodução

Ilha Grande, localizada em Angra dos Reis, no Rio de
Janeiro, tem 193 quilômetros de mata atlântica fechada e
diversas trilhas
O local também é procurado por turistas curiosos para
conhecer o que sobrou do prédio onde funcionou o Instituto
Penal Candido Mendes, mais conhecido como presídio da Ilha
Grande, desativado em 1994.
Considerado de segurança máxima, ele funcionou por 90 anos,
abrigando de presos comuns a presos políticos. Convivência
utilizada pelos traficantes para idealizar ali dentro a
facção criminosa Falange Vermelha, no início dos anos 70.
Além de agir em assaltos a bancos e tráfico de drogas, o
grupo praticava uma política assistencialista nas
comunidades que dominava, estrutura operacional que deu
origem ao CV (Comando Vermelho).
O personagem que tem seu nome mais ligado ao presídio da
Ilha Grande é José Carlos dos Reis Encina, o Escadinha,
chefão do comércio de cocaína do Rio de Janeiro nos anos 80.
Entre os presos políticos, estiveram ali o escritor
Graciliano Ramos, o jornalista e romancista Orígenes Lessa e
o deputado federal Fernando Gabeira. O local já foi parar no
cinema, em 1999, em "Notícias de uma Guerra Particular", de
João Moreira Salles, e voltará em 2009, em "400contra1", de
Caco Souza.

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