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Crianças aprendem sobre ambiente praticando rafting no interior de SP

 
CLARICE CARDOSO
, em Socorro


Troque caderno, lápis e livro por remo, colete e capacete. Daí, tome seu lugar na sala --ooops!, no bote-- e prepare-se para a aula.

É, foi assim mesmo, fazendo rafting no rio do Peixe, em Socorro (a 134 km de SP), que um grupo de crianças participou de um estudo sobre o ambiente.

Rafael Hupsel/Folha Imagem



Instrutor auxilia crianças na prática do rafting no rio do Peixe, em Socorro, localizada no interior de São Paulo

Na cartilha dos remos, aprenderam sobre a importância da mata ciliar (aquela vegetação que fica na beira de rios e córregos) e como ocorre o assoreamento (o acúmulo de terra no rio).

Experiência

Stephanie Zanesco, 10, diz que a aula é "como uma experiência de ciências". "A gente vai remando, e o professor explica o que ocorre no lugar onde estamos."

Mas a adrenalina também faz parte dessa "escola".

"Deu um friozinho na barriga quando o bote encalhou perto de uma árvore e descemos de costas", conta Pietra Schirato, 10.

Depois de vivenciar essa aventura (cheia de aprendizados) pela mata atlântica, todos se reuniram para plantar um jequitibá. "Agora é a hora de regar!", brincou Guilherme João, 10, torcendo sobre a muda a sua camiseta ensopada.

Onde praticar

A Rios de Aventura (tel. 0/xx/19/3895-6255) promove o estudo do meio com rafting acontece no rio do Peixe, na cidade de Socorro (a 134 km de SP). É para quem tem mais de 8 anos e custa R$ 69 por pessoa. Quem quiser apenas praticar o esporte, sem as aulas, custa R$ 59 por pessoa.

Em Águas de Lindóia (a 170 km de SP), crianças de 8 anos podem praticar o esporte no Rio do Peixe com a Lindóia Aventura (tel. 0/xx/19/3824-6644) no mês de julho, quando o nível do rio está mais baixo. Em janeiro, porém, é só para maiores de 12 anos. Custa R$ 80.

Brotas (a 245 km de SP) é uma cidade famosa pela aventura. No Rio Jacaré Pepira, a Território Selvagem (tel. 0/xx/14/3653-3248) oferece "floating" (uma descida mais tranqüila) para quem tem até 6 anos. Custa R$ 55 por pessoa, e é preciso ter um grupo mínimo de quatro. Em janeiro, se o nível do rio estiver baixo, os mais corajosos podem fazer rafting. Custa R$ 74.

Em Caconde (a 297 km de SP), a opção é praticar no Rio Pardo. Quem tem mais de seis anos pode praticar com a Ecopardo (tel. 0/xx/19/3662-1801). Custa R$ 62.

Em Juquitiba (a 78 km de SP), quem tem mais de 7 anos pode se aventurar pelo Rio Juquiá com a Canoar Rafting e Expedições (tel. 0/xx/11/2856-5777). Custa R$ 65.

Em São Luiz do Paraitinga (a 171 km de São Paulo), tem o rafting no rio Paraibuna, com a Montana Rafting (tel. 0/xx/12/3671-1572) para quem tem mais de seis anos. Custa R$ 65.

Curiosidades

- Rafting é o esporte radical que mais cresce no Brasil: aumenta 50% ao ano.

- A primeira viagem de barco em corredeiras aconteceu em 1869. John Wesley Powel guiou uma expedição científica nas gargantas dos rios Green e Colorado, nos EUA. Ele usou quatro barcos de madeira e usou um remo para homenagear sua esposa: chamou-o Emma, como ela.

- Em 1986, Nataniel Galloway fez uma mudança simples que revolucionou o rafting: mudou a direção do assento do bote, deixando os passageiros de frente para o rio. Assim, ficou mais fácil fazer as manobras.

- Como esporte, o rafting é praticado há 15 anos, mas foi só em 1999 que foi realizado o primeiro Campeonato Mundial da modalidade.

- O esporte só chegou ao brasil em 1982, quando chegaram os primeiros botes para corredeiras.

Para enfrentar as corredeiras
Os rios onde o esporte é praticado recebem uma classificação de 1 a 6, de acordo com o grau de dificuldade de suas corredeiras.

Classes 1 e 2: são as mais indicadas para iniciantes por serem mais calmas. As corredeiras são fáceis, com ondas lisas e estáveis.

Classe 3: tem ondas mais altas e irregulares, além de passagens estreiras que exigem manobras mais complexas.

Classe 4: para os mais experientes, esse tipo de percurso tem águas turbulentas e exigem manobras mais difíceis. Para decidir o percurso é preciso, antes, caminhar pelas margens e observar o rio.

Classe 5: Assim como nas de classe 4, exige que os participantes planejem antes o percurso que vão fazer. Isso porque essa corredeiras são muito difíceis e exigem bastante atenção.

Classe 6: são as mais radicais e de altíssimo risco. Por isso, não podem ser enfrentadas.

Os jornalistas Clarice Cardoso e Rafael Hupsel viajaram a convite do Comtur de Socorro.
 

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