Vejas as modalidades que o Brasil vai
ficar de fora no Pan
Os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara começam em
outubro, e o torcedor brasileiro ansioso para saber como
conseguirá acompanhar e torcer em todas as 41
modalidades do evento, pode se despreocupar com, pelo
menos, cinco delas. Nesta edição de 2011, beisebol,
softbol, hóquei na grama, pelota basca e raquetebol não
contarão com representantes do Brasil.
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Como o Brasil foi sede do Pan em
2007, e por ser anfitrião tinha a obrigação de
contar com atletas em todos os esportes que o
evento contempla, conseguiu reunir praticantes
de modalidades pouco expressivas no País na
edição passada.
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Não foi o caso do raquetebol e da pelota basca, que não
faziam parte da grade de jogos no Rio, e voltam agora ao
Pan-Americano no México.
No caso do beisebol, que é mais conhecido do público e
possui um bom número de praticantes no País - com
resultados como a conquista invicta do Sul-Americano
Pré-Júnior, no ano passado -, o problema não é técnico
ou de formação de equipe.
No entanto, segundo o presidente da CBBS (Confederação
Brasileira de Beisebol e Softbol), Jorge Otsuka, a
decisão do COI (Comitê Olímpico Internacional) de tirar
a modalidade da grade olímpica foi determinante para que
ela perdesse incentivo do COB (Comitê Olímpico
Brasileiro).
"Teríamos nos classificado. Faltando uns três ou quatro
meses, nos negaram o pagamento das passagens para as
classificatórias de Porto Rico", afirmou Otsuka.
A Seleção Brasileira de softbol ficou de fora do Pan
2011 ao perder para a Colômbia nas classificatórias,
pois eram apenas dez vagas para os jogos, e o Brasil
ficou em 12º. A campanha brasileira no Pan do Rio foi
fraca: a Seleção ganhou uma única partida contra Porto
Rico, ficando na sétima colocação. Para Vivian Morimoto,
uma das atletas daquela equipe, o resultado foi abaixo
do esperado. "Contávamos pelos menos com o bronze",
disse ela.
Vivian joga nos Estados Unidos pela Universidade de
Tenesee Chattanooga, time da primeira divisão local.
Assim como ela, a maioria das atletas brasileiras da
Seleção joga fora do país, em grandes centros como o
próprio EUA e o Japão.
"O que falta para o Brasil no softbol é experiência,
jogar competições internacionais. Só temos 10 times no
Brasil e sempre jogamos com as mesmas meninas", disse
ela, comparando a prática de esporte com os Estados
Unidos. "Aqui, jogamos 60 jogos por ano".
No hóquei sobre a grama, a situação é parecida. As
Seleções, tanto a masculina quanto feminina, não se
classificaram para o Pan 2011. Em 2007, as duas tiveram
uma campanha fraca e ficaram em 8º sem conseguir pontos.
A equipe masculina até havia se classificado em último
lugar para os Jogos de Guadalajara, mas como Cuba teve
problema com vistos e não pôde participar das seletivas,
houve um jogo em sistema playoff posterior entre as duas
seleções, e o Brasil saiu na pior.
A goleira Lisandra Souza joga desde 2006 na Seleção
feminina. A primeira competição internacional dela foi o
Pan de 2007, assim como o da maioria dos atletas da
modalidade. Segundo ela, houve uma evolução na prática
do esporte desde o Pan do Rio, e a intenção daqui para
frente é se classificar para o Pan de 2015, que acontece
em Toronto. "Em 2007, eram só dois times femininos, hoje
já são seis", afirmou.
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