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A campeã do
Carnaval carioca de 2012 é a Unidos da Tijuca
A escola que ficou em segundo lugar em 2011 - levou
o título de campeã no Carnaval carioca de 2012. O
samba-enredo O Dia em Que Toda a Realeza Desembarcou
na Avenida para Coroar o Rei Luiz do Sertão - em
homenagem a Luiz Gonzaga - falou sobre a paisagem,
solo e vegetação do Sertão.
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Fundada em
31 de dezembro de 1931, é uma das escolas de
samba mais antigas do Brasil em atividade,
mais nova apenas que Mangueira, Portela,
Vai-Vai e União de Vaz Lobo. A agremiação
surgiu a partir da fusão de blocos
existentes nos morros das redondezas do
Morro do Borel (comunidades da Casa Branca,
Formiga e Ilha dos Velhacos). Mas o Morro do
Borel é seu maior reduto, local de onde sai
boa parte de seus componentes. Entre seus
fundadores estão Leandro Chagas, João de
Almeida, Pacífico Vasconcelos, Tatão,
Alfredo Gomes, Marina Silva, Orlando da
Costa Godinho (sócio no. 7 e quem possuía o
"livro de ouro" na Muda), Zeneida Oliveira e
Regina Vasconcelos. |
Em 1936, a escola viveu seu grande momento: foi a
grande campeã do carnaval carioca, com o enredo
Sonhos delirantes. Naquele desfile, realizado na
Praça Onze, a Tijuca trouxe uma inovação,
apresentando alegorias aludindo o enredo.
De 1960 a 1980, a escola enfrentou um período muito
difícil, desfilando no segundo grupo e sem conseguir
subir. Neste período, somente uma vez chegou perto
de voltar ao grupo das grandes. Em 1980, a Tijuca
reencontrou o caminho da vitória, sendo a campeã do
Grupo 1B. Assim, voltava ao grupo principal do
carnaval carioca.
Durante muitos anos, a escola não teve colocações
muito boas, chegando a ser rebaixada algumas vezes.
Na última vez, em 1998, homenageava o Vasco da Gama
(clube de futebol e navegador). Em 1999, no Grupo de
Acesso, a Tijuca fez um desfile memorável, com o
enredo O Dono da Terra do carnavalesco Oswaldo
Jardim, com um belo carnaval e um samba antológico,
sendo reconduzida ao Grupo Especial.
Fez um grande carnaval em 2000, Terra dos papagaios…
Navegar foi preciso!. O 5º lugar obtido foi o melhor
resultado em quase 50 anos. No ano seguinte, cantou
a vida e obra de Nélson Rodrigues e não obteve o
sucesso do ano anterior.
Em 2002, homenageou a Língua Portuguesa e teve
problemas com a última alegoria, que a fez terminar
o desfile acima do tempo regulamentar e, com isto,
foi punida com 0,2 na apuração. Ficou em nono lugar.
Em 2003, um desfile que falava dos Agudás, também
problemático em diversos quesitos, obteve a 9ª
colocação.
Com a chegada do carnavalesco Paulo Barros, a escola
surpreendeu e conquistou o vice-campeonato em 2004
com enredo que falava dos avanços da Ciência, tendo
revolucionado a estética dos desfiles ao apresentar
alegorias humanas, como o já clássico carro do DNA.
Em 2005, foi novamente vice campeã, com um enredo
que falava de cidades e reinos do imaginário humano
dessa vez ficando a apenas um décimo da campeã
Beija-Flor, tendo sido a favorita do público e
vencedora do Estandarte de Ouro de melhor escola.
Em 2006, mais uma vez a escola do Morro do Borel
entrou como favorita no Sambódromo onde realizou um
desfile vibrante. Com o enredo Ouvindo tudo que
vejo, vou vendo tudo que ouço, do carnavalesco Paulo
Barros, a escola assumiu o desafio de transformar o
som em imagem.
O desfile transcorreu perfeitamente, a escola foi
premiada, ganhando, mais uma vez, o Estandarte de
Ouro de melhor escola, porém amargou a sexta
colocação.
Após o carnaval, a escola perdeu Paulo Barros, que
transferiu-se para a Viradouro em 2007. O
carnavalesco foi substituído pela dupla Lane Santana
e Luiz Carlos Bruno .
Em 2007, a Tijuca superou todas as expectativas e
manteve o estilo de Paulo Barros, provando que a
escola é maior que qualquer carnavalesco. Ela
desfilou com o enredo De lambida em lambida, a
Tijuca dá um click na avenida, que falou sobre a
fotografia, conquistando a quarta colocação, ficando
ainda na frente da escola do ex-carnavalesco, a
Unidos do Viradouro.
No carnaval de 2008, a azul e ouro da Tijuca falou
sobre as mais diversas coleções que nós podemos ter.
O enredo Vou juntando o que eu quiser, minha mania
vale ouro. Sou Tijuca, trago a arte colecionando o
meu tesouro que é assinado pelo carnavalesco Luiz
Carlos Bruno, conquistando a quinta colocação.
Alegoria, no desfile de 2009. No carnaval de 2009, a
escola do borel escolheu o enredo Uma odisseia sobre
o espaço , de autoria de Luiz Carlos Bruno com texto
de João Pedro Roriz e samba-enredo de Julio Alves e
Totonho, terminou na 9º colocação.
Com o enredo É segredo! e a volta do carnavalesco
Paulo Barros no carnaval 2010, a escola quebra o
jejum de 74 anos sem o título do grupo especial e se
torna a campeã do carnaval carioca pela segunda vez,
levando ainda o Estandarte de Ouro como melhor
escola. O maior destaque do desfile foi a comissão
de frente, que agradou ao público e fez shows em
vários eventos no Brasil.
Para o carnaval de 2011 a escola abordou o medo
presente nos filmes com o enredo Esta noite levarei
sua alma. Novamente veio na condição de favorita ao
título. Na avenida fez um desfile impecável [2], com
a notória criatividade do carnavalesco Paulo Barros,
arrancando gritos de "É campeã!" do público
presente. Acabou ficando com o vice-campeonato.
Para o carnaval 2012, sagrou-se mais uma vez campeã
do carnaval carioca com o enredo de Paulo Barros
homenageando Luiz Gonzaga (O rei do baião), que foi
considerado um enredo diferente do seu habitual.
Após vários anos dando o samba-enredo de Julio Alves
e Totonho, a escola do Borel escolheu o samba de
Josemar Manfredini e cia. Levando, assim, o título
de campeã do carnaval carioca.
A agremiação perdeu apenas um décimo, no quesito
alegorias e adereços, somando um total de 299,9
pontos. A Unidos da Tijuca ficou à frente da
Salgueiro, em segundo lugar com 299,7 pontos, e da
Vila Isabel, na terceira posição com 299,5 pontos.
Este foi o segundo título da Unidos da Tijuca com o
carnavalesco Paulo Barros - o primeiro veio em 2010.
Revolucionário, Barros tem inovado os desfiles do
Carnaval carioca desde 2004, quando levou à Sapucaí
um carro alegórico que representava o DNA humano. Em
2010, o carnavalesco reuniu 30 homens para fazerem
mágicas na comissão de frente do desfile campeão
daquele ano.
Apesar do enredo falar de Nordeste e do sertão, o
carnavalesco optou por não usar as cores e elementos
da estética tradicional da região. A história da
coroação de Luiz Gonzaga deu margem para o
carnavalesco ousar nas alegorias, com muitas
coreografias, encenações e tecnologia.
Quem parece ter dado sorte à Unidos da Tijuca foi a
rainha de bateria Gracyanne Barbosa. Foi a primeira
vez que ela esteve à frente dos músicos da escola.
Antes do anúncio das notas, a escola Beija-Flor
perdeu um décimo de pontos, por conta da evolução: a
escola teve um problema técnico na comissão de
frente durante o desfile e não se apresentou perante
o setor 3.
No domingo (19) e segunda-feira (20), 13 escolas
desfilaram na Marquês de Sapucaí. As seis primeiras
colocadas se apresentam no desfile das campeãs. As
duas últimas colocadas foram Porto da Pedra - com o
samba-enredo Da seiva materna ao equilíbrio da vida
- e Renascer de Jacarépagua - que teve o tema O
Artista da Alegria Dá o Tom na Folia. Elas serão
rebaixadas para o grupo de acesso no Carnaval de
2013.
Em 2011, a Beija-Flor levou o título. A Acadêmicos
do Grande Rio, União da Ilha e a Portela não foram
julgadas por conta de um incêndio que destruiu os
preparativos das agremiações em fevereiro do ano
passado. A Unidos da tijuca e a Mangueira ficaram em
segundo e terceiro lugar, respectivamente.
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