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Justiça bloqueia bens de ex-prefeito
e mais 24 em Caxias
A Justiça Federal concedeu liminar
determinando o bloqueio e o sequestro dos bens do ex-prefeito
de Duque de Caxias (RJ), José Camilo Zito dos Santos
Filho, e de 24 acusados de envolvimento em um esquema de
corrupção que teria desviado mais de R$ 700 milhões da
saúde no município.
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A
decisão atendeu a pedido do Ministério
Público Federal (MPF) e do Ministério
Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ).
A 1ª Vara Federal de Duque de Caxias também
suspendeu o repasse de verbas públicas para
duas organizações da sociedade civil de
interesse público (Oscip), a Associação
Marca e o Igepp (ou Instituto Informare),
acusadas de participar do esquema
fraudulento.
De acordo com as ações movidas pelo MPF e
MP-RJ, os convênios firmados com as
entidades foram superfaturados, sem qualquer
mecanismo de controle e fiscalização dos
serviços prestados e dos recursos pagos,
além de não ter havido processos seletivos
regulares. |
Segundo a denúncia, as instituições atuavam como fachada
para desviar recursos públicos. Por esse motivo, a
Justiça proibiu o município de formalizar novas
terceirizações dos serviços públicos na área de saúde em
favor de Oscips e determinou que a prefeitura do
município reassuma a gestão da saúde no prazo de 60 dias.
Além disso, a administração municipal foi intimada a
depositar em juízo quase R$ 20 milhões referentes aos
termos de parceria irregulares.
Se condenados por improbidade administrativa, além de
ressarcir os cofres públicos, Zito e os demais acusados
podem perder as funções públicas, pagar multa, ter seus
direitos políticos suspensos e ser proibidos de
contratar com o poder público e receber benefícios
fiscais.
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A
transferência de gestão de unidades de saúde de
Duque de Caxias começou em 2009, durante o último
mandato de Zito. Na ocasião, as instituições
denunciadas recebiam mensalmente milhões de reais
para administrar essas unidades, mas a situação não
mudou: continuou a faltar médicos e produtos básicos
de limpeza sistema público de saúde.
As investigações concluíram que as Oscips
contratadas faziam parte do mesmo grupo, com sócios
em comum e funcionavam no mesmo endereço. A
Associação Marca recebia mensalmente mais de R$ 9
milhões para administrar seis postos de saúde, o
dobro do que a administração municipal desembolsava
para cobrir os gastos das mesmas unidades.
Além disso, o contrato de concessão dos serviços
para a Associação Marca previa que o município de
Duque de Caxias arcaria com os custos de instalação
do escritório da ONG na cidade. Para isso, a
Associação Marca recebia mensalmente R$ 250 mil,
valor que multiplicado pelo número de meses de
atuação da ONG chegava a quase R$ 10 milhões.
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