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Dicas de como aproveitar bem frutas,
verduras e legumes
Para ajudar os alunos a encarar legumes e verduras
de uma maneira menos sinistra, Ronna começou a usar
de um pouco de psicologia quando percebeu que
cozinheiros menos experientes têm um senso muito
forte de responsabilidade com os produtos frescos ?
e se sentem culpados quando não tiram o máximo de
suas qualidades.
Diante de tamanha ansiedade, o que fazer? Em sua
escola, a Purple Kale Kitchenworks, Ronna aconselha
os alunos a preparar os legumes e verduras no dia em
que são comprados, descascando tudo e assando
separadamente com azeite e sal.
Diante de tamanha ansiedade, o que fazer? Em sua
escola, a Purple Kale Kitchenworks, Ronna aconselha
os alunos a preparar os legumes e verduras no dia em
que são comprados, descascando tudo e assando
separadamente com azeite e sal.
Leoleli Camargo
Vegetais assados: um pouco de sal e azeite e você
tem opções saudáveis para consumo imediato
“Se você misturar tudo, pode ter um excelente
acompanhamento naquele dia, mas no dia seguinte já
não estará tão gostoso e, no terceiro, vai querer
jogar fora.”
Tente fazer as compras em etapas ou passe na feira
no dia em que souber que terá algumas horas livres.
Chegue em casa, ligue o forno e asse tudo o que
puder de uma vez.
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Com isso, a geladeira vai ficar cheia de
ingredientes versáteis que podem ser
transformados em outros pratos: molhos para
massa, coberturas de pizza e saladas
caprichadas, só para mencionar alguns. Crus,
provavelmente eles vão apodrecer sem uso.
Cozidos, são ferramentas práticas para
ajudar no dia a dia. |
Antes de comprar
Se não for possível preparar tudo com antecedência,
Ronna dá alguns conselhos de ouro para ler antes de
começar a entulhar a geladeira:
Retire os pedaços de plástico ou elástico que
prendem os maços (quanto mais apertado o nó, mais
rapidamente a verdura vai estragar)
Tire as folhas de cenouras e beterrabas, mas deixe
uns 2,5 cm do talo para evitar que ressequem
Não guarde nenhum legume ou verdura em sacos
plásticos a vácuo (ao contrário, faça pequenos
buracos nos sacos, se necessário, para permitir a
circulação de ar)
As folhas devem ser bem lavadas antes de armazenadas.
Uma dica: encha uma bacia, coloque as verduras e
deixe a sujeira acumular no fundo
Ervas e frutas delicadas como morango e o manjericão
(inclua nesta lista todos os cogumelos) só devem ser
lavados antes do uso, pois a água acelera sua
deterioração
Legumes e verduras não devem ser guardados no mesmo
lugar em que as frutas porque o etileno emitido pela
fruta madura pode afetá-los
Algumas frutas com caroço como, manga e abacate (a
cereja não), e outras como melão, pera e maçã seguem
amadurecendo se deixadas na bancada. Tenha isso em
mente ao pensar no quanto precisa comprar
Frutas como a uva, os cítricos e as frutinhas do
bosque deterioram mais rapidamente
A banana não só amadurece mais rápido, como sua
presença estimula a maturação das frutas à sua volta,
por isso fique de olho na fruteira
Aprendendo a preparar
Um grupo vem usando sua dedicação e criatividade
para tornar as receitas de legumes e verduras mais
acessíveis: os autores de uma nova leva de livros de
receitas infantis. Práticos, eles tratam os produtos
frescos como gostosuras de sabor próprio e não algo
que tem que ser compensado com um brownie ou
disfarçado de coelhinho ou elefante.
Todo cozinheiro amador deveria ouvir o conselho
sábio que Katie Workman, autora do livro de receitas
“The Mom 100 Cookbook”, dá no começo do capítulo de
legumes e verduras. Então aí vai: “Seus filhos não
vão poder comer cenoura crua para o resto da vida”.
Para ela, o uso moderado de gordura (bacon, manteiga,
queijo, óleo) os torna muito mais gostosos, e ela
tem razão.
Eles precisam de muito mais que um simples suquinho
de limão por cima para ter o gosto realçado. Além
disso, não há graça em vê-los apenas como fontes de
nutrientes de baixa caloria, defende a autora.
Sua técnica básica é refogar uma cebola com um
pouquinho de manteiga, acrescentar os legumes,
tampar e deixá-los cozinhar no próprio vapor. E
embora a maioria saiba que não se deve cozinhá-los
em excesso, “as pessoas se esquecem de que o
processo de cozimento continua, da mesma forma que
ocorre com a carne”, ela explica. Em outras palavras,
retire a panela do fogo antes de alcançar o ponto de
cozimento desejado.
O cozimento em água fervente e/ou no vapor são os
métodos mais utilizados pelos cozinheiros
norte-americanos, mas também os que mais roubam o
sabor dos legumes e verduras ? pelo menos segundo
Michael Natkin, autor do novo livro “Herbivoracious”
e blog correspondente que documenta a vida desse
vegetariano ambicioso e pai de dois filhos de
Seattle. Para evitar uma gororoba aguada, ele mantém
uma lista de verbos na tela do computador (refogar,
fritar, grelhar, guisar) como lembrete.
Foi assim que acabou refogando cogumelos shiitake
numa frigideira, em fogo alto, em vez de usá-los
crus na salada ou colocá-los numa sopa.
“Descobri como deixá-los crespinhos e crocantes”,
conta ele, orgulhoso, acrescentando que quase 30
anos de vegetarianismo o treinaram para brincar com
os mais diversos sabores e texturas.
Cortando certo
Natkin também gosta muito de fazer “saladas de fita”
nesta época do ano, com abobrinha, abóbora,
beterraba, pêssego e melão, acrescentando nozes e
queijos para torná-las mais substanciosas.
“Não é preciso saber mexer com as facas, basta
comprar um cortador de legumes baratinho”, ele
garante.
Mexer com a faca, é claro, é onde o preparo dos
legumes e verduras emperra. Em muitos casos, a
pessoa não os consome não porque não gosta do sabor,
mas sim por causa do tempo que leva para descascar e
cortar tudo. Como as proteínas continuam sendo a
estrela do cardápio, muito pouca gente tem energia
de sobra para cuidar dos acompanhamentos verdes.
Nas feiras e supermercados também é possível
encontrar embalagens práticas ? mas a verdade é que
preparar legumes e verduras já não é mais só saber
assar batatas e cozinhar vagem. Agora a moda é
utilizar ingredientes exóticos e pouco conhecidos.
A “ignorância vegetal”, assim como a ansiedade, são
maiores entre os jovens cozinheiros amadores que,
apesar de terem crescido vendo programas de
culinária na TV, só conseguem descongelar pizza no
micro-ondas.
“Entre as pessoas da minha idade, os vegetais são um
verdadeiro enigma”, diz Harry Rosenblum, de 35 anos,
dono da Brooklyn Kitchen em Williamsburg.
“No nosso grupo demográfico [o bairro está cheio de
jovens entre vinte e trinta anos], tem gente que
adora comer bem e ir a restaurantes interessantes,
mas mal sabe picar uma cebola, quanto mais amolar
uma faca”, conta Rosenblum.
“Se pararmos para pensar, a cebola é uma esfera e
tem camadas. Não é fácil transformá-la em pedacinhos
se ninguém nunca ensinou como se faz isso.”
* Por Julia Moskin
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