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Internet deve ser como Lego,
defende diretor da Mozilla
Transformar a web em uma
plataforma aberta. Mark Surman, diretor-executivo da
Mozilla Foundation, repetiu o conceito algumas vezes
na palestra que deu nesta sexta no palco principal
da Campus Party Brasil. A idéia é que os usuários
possam manipular a web, em vez de ficar dependentes
dos serviços de grandes empresas, e construi-la da
forma que desejarem.
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"A
web foi feita para ser como Lego", comparou,
emendando em seguida: "deveria ser divertido".
"Vamos usar a web para criar mais web",
resumiu, citando o Mozilla Webmaker,
ferramenta que permite ao usuário comum
construir conteúdos na internet usando
recursos que já existem. Ferramentas que
incentivem o usuário a mudar a internet são
necessárias para chegar lá, e é essa direção
que a fundação de Surman tenta seguir. |
O executivo citou dados de que 67% das crianças
britânicas entre 8 e 15 anos querem aprender a
programar. Surman defendeu a programação como
disciplina em sala de aula e sugeriu que todos devem
aprender a programar. Ele traçou um paralelo com o
escotismo, que tirou a cultura do acampamento de
exclusividade militar e a inseriu na vida civil. A
programação, para o diretor, seguirá o mesmo caminho.
A privacidade na rede também entrou na palestra de
Surman, que comentou que hoje os usuários já
disponibilizam, de graça, muitos dados pessoais. Na
coletiva de imprensa ele detalhou que isso não é
necessariamente ruim, mas que é preciso "aprender a
equilibrar o que é privado e o que se ganha ao
colocar dados (pessoais) em uma rede social". "Já
fazemos isso no dia-a-dia, somos ao mesmo tempo
pessoas públicas e privadas", reforçou.
Firefox OS
Surmam citou o Firefox OS, sistema operacional móvel
que a Mozilla desenvolve em parceria com a
Telefónica, como uma iniciativa que deve levar
adiante o conceito de web aberta e de possibilidade
de "construir a internet que queremos". O executivo
indicou o acesso a partir de dispositivos móveis
como um dos caminhos do futuro nesse sentido.
Ele também identificou o sistema operacional como
uma alternativa, destacando que não é bom para o
mercado ter o segmento concentrado nas mãos de duas
únicas empresas - o Google, com o Android, e a
Apple, com o iOS do iPhone e do iPad.
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Sobre a chegada do Firefox OS
em tablets ou computadores pessoais, Surman
despistou com "um passo de cada vez". Mas disparou:
"é um sistema open source, então as pessoas podem
usá-lo e fazer com ele o que quiserem - e talvez
elas façam mesmo".
Na coletiva de imprensa, questionado sobre porque a
Mozilla tomou a iniciativa de fazer o próprio
sistema operacional mobile apenas agora, Surman
afirmou não haver motivo exato, mas ponderou que
antes "a plataforma web não estava pronta". "Precisamos
desenvolver os APIs primeiro", exemplificou.
Pablo Larrieux, diretor de Inovação da Telefónica,
que acompanhou a coletiva ao lado de Surman,
descreveu que a ideia surgiu da insatisfação com as
opções. "Pensamos, 'isso não é o melhor que se pode
entregar aos clientes, precisamos fazer algo a
respeito'", relatou.
O diretor de Terminais da Telefónica, Hilton Mendes,
também presente, afirmou que os smartphones com
Firefox OS chegam no segundo semestre de 2013, a
cerca de US$ 100, e provavelmente por quatro
fabricantes - duas já confirmadas: ZTE e Geek
Phones.
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