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Milhares de
internautas protestam contra censura a internet
Centenas de milhares de internautas se manifestaram
neste sábado em diversas cidades da Europa contra o
acordo multilateral contra a pirataria Acta. No
Brasil, em São Paulo, os participantes da Campus
Party, que se realiza no Anhembi Parque, foram
convidados, pela organização do evento, a desligar
seus computadores por cinco minutos e pensar sobre a
questão da censura, da pirataria e das leis
atualmente em discussão. O protesto se estenderia a
cerca de 200 cidades pelo mundo.
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O
presidente do Parlamento Europeu, o alemão
Martin Schulz, é o mais recente crítico do
polemico Acordo Comercial Anticontrafacção,
ao afirmar que não equilibra a proteção dos
direitos de autor e a liberdade dos
cibernautas.
Na
Alemanha - país que anunciou na última
sexta-feira que suspenderia, no momento, a
ratificação do acordo -, segundo os
organizadores e a polícia, Munique
concentrou a maior manifestação, com 16 mil
pessoas. Outras 10 mil desfilaram em Berlim,
5 mil em Hamburgo (norte), 4 mil em Dortmund
(oeste), 3 mil em Frankfurt (centro) e 3 mil
em Dresde (leste). |
Na Áustria, 6 mil pessoas protestaram nas principais
cidades do país, 3 mil delas na capital Viena,
segundo a polícia, 4,5 mil, segundo os
organizadores. Em Sófia, a capital búlgara, mais de
3 mil pessoas se uniram ao dia de protestos contra o
ACTA, e várias cidades do país também protestaram.
Centenas de pessoas também encheram as ruas em Paris
para protestar contra o acordo, assinado no final de
janeiro de 22 países da União Europeia. O protesto
seria realizado hoje em cerca de 200 cidades pelo
mundo. Em Bucareste, centenas de romenos enfrentaram
o frio e foram às ruas, com máscaras, cartazes e
fitas adesivas sobre a boca, para protestar.
O Acta cria normas internacionais e seus críticos
denunciam um grave ataque contra a
liberdade de expressão e os direitos dos
internautas.
Campus Party se
junta a 200 cidades e protesta contra o Acta
A organização da Campus Party propôs um apagão de
cinco minutos na internet em protesto ao Acta
(Acordo Comercial Anticontrafação, do inglês
Anti-Counterfeiting Trade Agreement), tratado
internacional comparado aos projetos americanos Sopa
e Pipa (Stop Online Piracy Act e Protect Intelectual
Property Act, respectivamente) em suas políticas
contra a infração de direitos autorais e pirataria.
A organização propôs que os campuseiros "puxassem o
cabo" dos seus aparelhos, se desconectassem da
internet e se juntassem a um protesto mundial que
mais de 200 cidades realizam neste sábado. "Puxem o
cabo do seu equipamento, desliguem seus notebooks e
usem esse tempo para pensar sobre isso", afirmou
Alberto J. Azevedo, ativista e especialista em
segurança.
"O Acta é mais perigoso que o Sopa, é um tratado
internacional que passa por cima da democracia",
afirmou. O protesto foi proposto pelo diretor da
Campus Party Brasil, Mário Teza, e pelo presidente
do Instituto Campus Party, Bruno Souza.
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