Estudo diz que estrelas gêmeas podem não ser idênticas
EFE
Estrelas nascidas na mesma nuvem de material e com a
mesma massa podem ter características diversas
Divulgação

A nebulosa de Órion, com as estrelas gêmeas em destaque
LONDRES - Ao contrário dos bebês humanos, as estrelas
gêmeas idênticas não nascem ao mesmo tempo, o que
permite que suas características se diferenciem durante
o desenvolvimento, diz um estudo publicado pela revista
científica britânica Nature.

Duas estrelas gêmeas idênticas são as que têm a mesma
massa e se formaram a partir da mesma nuvem de gases e
poeira, duas características que determinam suas outras
propriedades: raio, temperatura e luminosidade.
Diante disto, estrelas assim deveriam ser iguais em
todos os sentidos, mas cientistas da Universidade de
Vanderbilt (Estados Unidos) descobriram o contrário.
Enquanto estudavam duas estrelas gêmeas de um jovem
sistema binário da nebulosa de Órion, observaram que,
apesar de terem a mesma massa, se diferenciavam em 10%
na temperatura, em 50% na luminosidade e entre 5% e 10%
no raio.
Os especialistas afirmam que estas diferenças indicam
que uma das estrelas gêmeas nasceu cerca de 50 mil anos
antes da outra, o que gerou diferenças de
desenvolvimento.
Para o professor de astronomia Keivan Stassun esta
descoberta permitirá que se explique a história das
estrelas jovens (como as estudadas, que têm cerca de um
milhão de anos).
Esta pesquisa obrigará os cientistas a reavaliarem os
modelos de formação de estrelas existentes para
reajustar a forma de medição da massa e da idade dos
jovens corpos celestes.