Pesquisar  Meio Ambiente Ciência Duvidas Noticias Home

  

Desaparecidos

Emprego Endereços Úteis Bate Papo Fale Conosco

Noticias TV Jornais e Revistas

Noticias Gerais
Aquecimento global
Ciência
Cotidiano
Destaque
Educação
Esportes
Especiais
Economia
Internet
Mundo
Política
Meio Ambiente
Saúde
Super gatas
Tecnologia
Turismo
Vida Animal
 
Animais Peixes
Astronomia
Carta ao Leitor
Culinária
Desaparecidos
Endereços Uteis
Plantas Medicinais
Emprego
Fale conosco
Mandamentos
Mulher
Piadas
Sites de Busca
Cidades
 

  /td>

 

 
 

 

Liminar veta agrotóxicos perto do parque das Emas


FELIPE BÄCHTOLD
da Agência Folha


O risco de contaminação de parques nacionais por agrotóxicos aplicados em lavouras próximas vêm deixando em alerta pesquisadores e chefes das unidades de conservação. Em Goiás, no parque nacional das Emas, a Justiça Federal suspendeu o uso de produtos químicos numa faixa de dois quilômetros ao redor da unidade --só um tipo, pouco tóxico, permanece liberado.

Segundo pesquisa feita na USP (Universidade de São Paulo), os agrotóxicos têm afetado pelo menos uma ave em processo de extinção no local, um dos 17 pontos do país considerados Patrimônio da Humanidade pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).

O estudo, finalizado em 2007, aponta que a maior parte da população da ave em questão --o bacurau-do-rabo-branco-- acumulava quantidades altas de um produto usado na lavoura. O agrotóxico chega ao pássaro por meio de insetos que vivem nas plantações e servem como alimento.

Muitas lavouras das imediações, a maioria de soja e milho, usam aviões para pulverizar inseticidas e herbicidas. A Justiça considerou que havia "descaso" na elaboração de um plano para ocupação das áreas em volta ao parque e concedeu a liminar.

A administração do parque diz que houve demora porque não há um modelo de pesquisas no país sobre efeitos do uso de agrotóxicos. Agentes da unidade e do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) já alertam produtores da região sobre a determinação judicial. O parque tem área equivalente à da cidade de São Paulo.

Bahia, Minas e Piauí

No parque nacional da Chapada Diamantina (BA), em meio a brigas entre ambientalistas e produtores de batatas, biólogos da USP e da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia também estudam os efeitos dos produtos químicos. O resultado sai no fim do mês. O Ministério Público tem promovido audiências sobre o tema.

No parque nacional de Caparaó (MG), a administração está refazendo um plano de controle para evitar contaminação de agrotóxicos. No Piauí, agricultores do entorno do parque das Nascentes responderam a processo administrativo por descartarem embalagens de agrotóxicos dentro da área de conservação, em 2005. Uma multa de R$ 500 mil foi aplicada.

O responsável pela pesquisa sobre o parque das Emas, Sady Valdes, da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz) de Piracicaba, afirma que qualquer unidade de conservação que faça limites com áreas agrícolas tem a fauna exposta a agrotóxicos.

Segundo ele, a ameaça é maior no cerrado porque nas culturas de soja e algodão --típicas da região-- o uso de agroquímicos é intenso.

Gemiro Carafini, presidente da associação de produtores de grãos de Mineiros (GO), ao lado do parque das Emas, diz que a liminar contra agrotóxicos "inviabiliza a agricultura" na região. "Quando o Ministério [da Agricultura] libera um produto, libera para o país, não só para A, B ou C", diz. Segundo ele, a decisão de banir produtos químicos das lavouras não teve caráter técnico e foi baseada apenas na opinião de um juiz.

 


 

Noticia do Brasil e do Universo

Tecnologia - Economia- Esportes | Mundo | Ciência | Internet ||  Meio/Ambiente || Educação ||Destaque| Politica|| Saúde  |  Aquecimento Global  |  Vida Animal  | Cotidiano

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Copyright © 1999 [Ache Tudo e Região]. Todos os direitos reservado Revisado em: 27 julho, 2025      Resolução mínima 800x600