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Mandante do assassinato de Chico Mendes volta a cumprir prisão domiciliar

 

O fazendeiro Darly Alves, 71, deixou novamente o presídio onde estava detido, em Rio Branco (AC), e voltou a cumprir prisão domiciliar em Xapuri, a 180 km da capital.

Preso desde agosto de 2006, o responsável pela morte do líder seringueiro Chico Mendes já havia recebido o mesmo benefício no fim do ano passado. Em 22 de dezembro são completados 20 anos do assassinato do ambientalista.

Durante 90 dias, entre 29 de setembro e 26 de dezembro, Darly irá permanecer na casa que serve de sede da Fazenda Paraná. Ele só poderá sair com autorização judicial para a realização de exames.

Segundo o advogado de defesa, Heitor Andrade Macedo, o fazendeiro tem "várias doenças", como úlcera, além de problemas intestinais, de visão e pulmonares.

O Ministério Público foi contrário ao pedido de prisão domiciliar. Para o promotor Ruy da Silveira Lino Filho, que cuida do caso, o presídio de Rio Branco atendia às recomendações previstas no laudo médico, que seriam a oferta de uma alimentação dietética e a garantia de um ambiente "sem fortes emoções".

O benefício foi negado em primeira instância pela juíza Maha Kouzi Manasfi e Manasfi, da Vara de Execuções Penais, mas foi acatado pelos desembargadores do Tribunal de Justiça do Acre. Até agora não houve recursos contra a decisão.

Condenado em dezembro de 1990 a 19 anos de cadeia pela morte de Chico Mendes, Darly fugiu da prisão em fevereiro de 1993 e foi recapturado em 1996. Enquanto era fugitivo, chegou a conseguir um financiamento do Banco da Amazônia. Pelos crimes de falsidade ideológica e crimes contra o sistema financeiro teve a pena aumentada em mais dois anos e oito meses de prisão.


 

 

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