Empresas listadas na Bolsa perderam R$ 1 trilhão no
mercado, aponta consultoria
da Folha Online
As turbulências financeiras deste ano arrasaram R$ 1
trilhão do valor de mercado das empresas brasileiras de
capital aberto, aponta cálculo da Economática, a partir
de uma amostra de 330 companhias.
Em dezembro, esses 330 empresas de capital aberto
somavam R$ 2,099 trilhões em termos de valor de mercado.
Esse conceito representa o valor das ações disponíveis
pelo preço corrente desses ativos, e por isso mesmo, é
considerado como o "retrato momentâneo do preço" de uma
empresa caso fosse vendida.
Na sexta-feira passada, o valor de mercado dessas mesmas
empresas somava R$ 1,055 trilhão, o que significa um
decréscimo de 49,7% sobre o montante calculado no final
de 2007.
O levantamento da Economática aponta que o setor de
construção civil foi o mais afetado pela crise, somente
considerando o conceito exposto acima: o valor de
mercado das empresas de capital aberto desse setor caiu
72,3%.
Boa parte das incorporadoras que têm ações na Bolsa fez
sua estréia no ano passado, pouco antes do início dos
problemas com os créditos "subprime", e suas ações, por
não terem um "passado" que os analistas pudessem
comparar, receberam em cheio os efeitos da crise.
Na segunda posição, o setor de papel e celulose foi o
segundo setor mais atingido: o valor de mercado das
empresas caiu 67,7%. E com perda um pouco menor, o setor
de eletroeletrônicos teve seu valor de mercado reduzido
em 61,8%.
A Economática também elaborou um ranking das perdas
considerando o valor nominal. Por esse critério, o setor
mais afetado foi Petróleo e Gás: o valor de mercado das
empresas desse setor encolheu R$ 231,9 bilhões entre o
final de 2007 e a sexta-feira passada.
Em segundo lugar, o valor de mercado do setor de
Finanças e Seguros amargou retração de R$ 223 bilhões.
Logo abaixo no ranking, o valor de mercado do setor de
mineração reduziu R$ 160 bilhões.