Cientistas recriam processo de fusão de energia solar
O que pareceu ser uma meta impossível durante quase 100
anos, agora está próximo da realidade. Cientistas
acreditam estar muito perto de desvendar uma das maiores
questões da física com relação ao aproveitamento de
energia da fusão nuclear: a reação que acontece no
centro do Sol. As informações são do Telegraph.
No outono de 2009, uma equipe iniciará tentativas de
incendiar uma pequena estrela artificial dentro de um
laboratório, desencadeando uma reação termonuclear.

O objetivo é gerar temperaturas de mais de 100 milhões
de graus Celsius e pressões bilhões de vezes mais altas
que as encontradas em qualquer parte do planeta. A
explosão se dará a partir de uma partícula de
combustível um pouco maior do que uma cabeça de
alfinete.
Se bem sucedida, a experiência dará o primeiro passo
para a construção de uma central elétrica de fusão
nuclear - uma fonte quase ilimitada de energia.
Em uma época em que os combustíveis fósseis estão
escassos e o medo do aquecimento global força os
governos a procurar fontes de energia limpa, a fusão
poderá ser uma solução.
O hidrogênio, combustível necessário para reações de
fusão, é um dos elementos mais abundantes no universo.
Os cientistas do Centro Nacional de Ignição (National
Ignition Facility), situado entre os vinhedos do centro
da Califórnia, em Livermore, irão utilizar um laser que
concentra mil vezes a energia elétrica produzida pelos
Estados Unidos em um bilionésimo de um segundo.
O resultado deverá ser uma explosão dentro da câmara de
um reator que produzirá pelo menos 10 vezes a quantidade
de energia usada para criá-lo.
"Vamos criar as condições que existem no centro do Sol",
explicou Ed Moses, diretor do centro. "É realmente uma
física emocionante e além disso pode ajudar a solucionar
enormes problemas sociais, econômicos e globais".