Ar fresco protege a saúde em hospitais
Nas escuras e congestionadas salas de espera de
hospitais rurais na África ao sul do Saara, a
tuberculose pode se espalhar como um boato em uma
pequena cidade. Um paciente que entra com uma perna
quebrada pode sair com uma doença mortal.
» Grã-Bretanha muda jaleco para combater infecções
» Uma visita ao hospital pode adoecer alguém? » Hospital
divulga fotos de 1ª cirurgia robótica no Brasil
Recentemente, vários grupos de apoio sanitário têm
tentado não só conter e tratar doenças infecciosas
resistentes como a tuberculose mas também promover novas
formas de construir hospitais nas mais pobres áreas
rurais do mundo.
Em julho, construtores iniciaram as obras de um novo
hospital no distrito de Burera em Ruanda, perto da
fronteira com Uganda. O projeto se apóia em detalhes
simples para reduzir a circulação de doenças que se
alastram pelo ar: corredores ao ar livre, em lugar de
áreas de circulação fechadas, salas de espera ao ar
livre e grandes janelas colocadas em diversos níveis, e
em paredes opostas, para manter a circulação do ar.
A construção do hospital está sendo supervisionada pelo
Ministério da Saúde de Ruanda e pela Partners in Health,
uma organização sem fins lucrativos sediada em
Massachusetts, bem como pela Fundação Clinton. O
hospital foi projetado por estudantes de pós-graduação
da escola de design de Harvard.
"Não é nada revolucionário ou difícil", disse Peter
Dobrac, consultor clínico da Partners in Health, que
trabalhou em hospitais em vários países em
desenvolvimento ao longo dos 10 últimos anos, e que está
prestando consultoria para o governo de Ruanda. "Mas o
hospital médio na África rural costuma ter longos
corredores escuros e janelas fechadas".
Um estudo publicado no ano passado pela PLoS Medicine
descobriu que hospitais de tuberculose em Lima, Peru,
dotados de grandes janelas abertas e tetos altos
apresentavam melhor renovação de ar do que hospitais
equipados com avançados sistemas mecânicos de
ventilação.