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Veja os animais
que podem desaparecer em breve no Brasil por culpa
do "governo"
O Brasil abriga 13% de todas as espécies no planeta
e aproximadamente 40% das florestas tropicais do
mundo. Mais de 600 animais estão ameaçados de
extinção no país. Esses são dados do Ministério do
Meio Ambiente que mostram o lado obscuro da vasta
biodiversidade brasileira.
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Arara Azul pode
desaparecer da natureza a qualquer momento.
Milhares de animais
desaparecem todos os anos no Brasil,
extinção é para sempre. |
O estudo que mapeia a nossa fauna em risco de
extinção assusta. A Lista Vermelha brasileira
registra 627 espécies que podem deixar de existir
nos próximos anos. São 394 animais terrestres e 233
aquáticos. Todas as informações estão reunidas no
Livro Vermelho, elaborado pelo Instituto Chico
Mendes (ICMBio), segundo o qual, 64% dos animais em
extinção estão na Mata Atlântica - resultado de
desmatamentos, ocupação territorial pela população
humana e poluição de rios e oceanos.
O que é ruim pode ficar pior: algumas espécies ainda
ganham o carimbo CR ao lado de seus nomes, sigla em
inglês para criticamente em perigo, ou criticamente
ameaçado de extinção. No total, são 125 nesta
situação.
Veja 10 animais que estão criticamente em perigo de
extinção.
1 -
Cuíca-de-colete (Caluromysiops irrupta)
A cuíca-de-colete pode morrer pela "preguiça". Com
movimentos lentos e passando 70% do seu tempo em
descanso, este mamífero tem sido alvo fácil para
caças tornando-se uma das espécies ameaçadas de
extinção no Brasil.
É o que explicam os biólogos Marcelo Marcelino de
Oliveira e Juliana Gonçalves Ferreira, ambos do
Centro de Proteção de Primatas Brasileiros (CPB) que
afirmam que em algumas localidades, como na serra da
Ibiapaba (CE), parece existir uma caça preferencial
por esses animais. No município de Cocal (PI), as
últimas populações já estão condenadas a desaparecer
muito em breve.
2 -
Baleia-azul (Balaenoptera musculus)
Com o título de maior animal do planeta, a
baleia-azul pode desaparecer do Brasil justamente
por seu tamanho. Esses mamíferos medem entre 25 m e
30 m - sendo as fêmeas maiores e mais pesadas do que
os machos. Todo este tamanho proporcionava um alto
rendimento à atividade comercial baleeira até os
anos 60, quando passou a ser protegida pela Comissão
Internacional Baleeira (CIB), Esta é uma intituição
que não tem poderes contra o Japão que a caça
insistentimente, junto com seus amigos, Islandia e
Noruega.
3 -
Mico-leão-preto (Leontopithecus chrysopygus)
O mico-leão-preto vive na Mata Atlântica e, em
breve, pode desaparecer. Esta espécie de macaco está
ameaçada devido à alteração do seu habitat natural,
principalmente por desmatamentos. Os biólogos
Claudio Padua e Cristiana Saddy, do Instituto de
Pesquisas Ecológicas (IPÊ), afirmam que a maior
população da espécie ocorre no Morro do Diabo (SP).
Esta Unidade de Conservação, gerenciada pelo
Instituto Florestal de São Paulo (IF), abriga cerca
de mil exemplares, que vivem em 37 mil hectares de
floresta.
4 -
Bugio-marrom (Alouatta guariba guariba)
Pense duas vezes antes de comprar um bicho exótico
para colocar de enfeite na sua casa. A fragmentação
da Mata Atlântica, o desmatamento de grandes porções
da cobertura vegetal nativa e, principalmente, o
comércio ilegal do animal, que é vendido como bicho
de estimação, podem resultar no desaparecimento do
primata bugio-marrom da Mata Atlântica.
5 -
Rato-do-mato (Wilfredomys oenax)
Rato que não come queijo e nem vive escondido nas
paredes da sua casa. Já viu? O Wilfredomys oenax é
uma espécie encontrada em São Lourenço (RS), no
Paraná e em São Paulo. O biólogo Rui Cerqueira, da
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ),
afirma que este animal se alimenta somente de
vegetais, folhas e frutos, e ainda mora na floresta.
Grande roedor, esse mamífero pode sumir nos próximos
anos.
6 - Lambari Hyphessobrycon taurocephalus
Ou esta espécie de peixe lambari já está extinta ou
ela é muito tímida e anda se escondendo nas águas do
rio Iguaçu (PR). Esta é a principal dúvida dos
pesquisadores, que hoje se debruçam para achar e
estudar a espécie em águas brasileiras. Este peixe é
onívoro e seu tamanho médio é entre 10 e 15 cm de
comprimento. O corpo é prateado, e as cores das
nadadeiras variam, sendo mais comuns os tons de
amarelo, vermelho e preto.
Hyphessobrycon taurocephalus é uma espécie pequena
de lambari (até 5,5 cm de comprimento total). De
acordo com os biólogos Luiz Fernando Duboc e
Vinicius Abilhoa, do Museu de História Natural Capão
da Imbuia (MHNCI), apesar do considerável esforço
para conseguir amostras, nos últimos anos na bacia
do rio Iguaçu, a espécie não foi reencontrada.
Contudo, ainda restam muitas localidades na bacia do
rio a serem adequadamente pesquisadas. Por conta
disso, esta espécie tanto pode estar já extinta,
como pode ocorrer em habitat muito específico. Sua
extinção se deve a falta de tratamento de esgoto,
onde morrem aos milhões com a poluição jogada nos
rios 24 horas ineterruptamente. As barragens das
usinas estão levando milhares de espécie de peixes a
extinção.
Lambari é a
designação vulgar de várias espécies de peixes do
gênero Astyanax, família Characidae, que era comum
nos rios, lagoas, córregos e represas do Brasil,
agora em extinção.
7 - Cação-bico-doce (Galeorhinus galeus)
Caracterizado pelo pequeno tamanho da segunda
nadadeira dorsal (bem menor que a primeira e
semelhante ao da nadadeira anal) e pelos dentes
fortemente serrilhados, este peixe vive na costa
sudeste-sul do país e corre risco de extinção devido
à pesca.
As biólogas Carolus Vooren, da Universidade Federal
do Rio Grande (Furg) e Rosangela Lessa, da
Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE),
explicam que o cação-bico-doce tem um ciclo de vida
longo, podendo chegar até os 33 anos de idade.
Atingindo comprimento máximo de 175 cm (machos) e
195 cm (fêmeas), esta espécie apresenta uma longa
história de exploração em diversos países, para
aproveitamento da carne e do óleo. No Atlântico Sul
Ocidental, existe uma população regional distribuída
desde o Rio Grande do Sul até a costa norte da
Patagônia. A população migra para a Plataforma Sul
no inverno, quando é alvo da pesca industrial com
redes de arrasto e de emalhe.
Relatório do grupo de especialistas em tubarões (SSG,
2004) aponta que esta espécie apresenta colapso de
seus estoques no Pacífico Oriental e no Brasil,
enquadrando-a como espécie globalmente ameaçada. A
espécie ainda sofre com a degradação de seu habitat.
Os declínios populacionais mais marcados têm
ocorrido no Brasil e no Uruguai, onde a Captura por
Unidade de Esforço (CPUE), que consiste na pesca que
mede a quantidade de espécie de peixe encontrada em
determinada região, caiu para níveis próximos de
zero. Nada esta sendo feito para a proteção destes
animais.
8 - Borboleta Actinote zikani
O Brasil pode ficar menos colorido caso se confirmem
os riscos de extinção das borboletas. Esse inseto é
o que mais possui espécies ameaçadas na lista dos CR
(criticamente em perigo) no Livro Vermelho. Ao todo
são 20 tipos de borboletas, todas sem nome popular
específico. Uma delas é a Actinote zikani.
De acordo com os biólogos André Freitas e Keith
Brown Jr, da Universidade Estadual de Campinas
(Unicamp), a Actinote zikani é uma espécie bastante
ligada a áreas de
. No Brasil, ela habita uma
área estreita da Serra do Mar, entre o alto da serra
de Cubatão e Salesópolis (SP). Com as asas em tom de
preto e amarelo queimado, essa borboleta deve
desaparecer nos próximos anos por causa da poluição.
Freitas e Brown Jr afirmam que a degradação do
habitat é o principal problema, sendo a poluição do
Parque Industrial de Cubatão (SP) o maior deles, já
que pode ter sido o responsável pelo desaparecimento
da colônia dessa borboleta do Alto da Serra
paulista.
9 -
Arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari)
A plumagem da cabeça e do pescoço é azul-esverdeada,
o anel perioftálmico (região da cabeça) é amarelo e
o resto do corpo é azul. Com as cores da bandeira do
Brasil, a arara-azul-de-lear corre o risco de sumir
do nordeste da Bahia, onde habita. O motivo? A
captura para comércio ilegal.
De acordo com Yara Barros, da Coordenação de
Proteção de Espécies da Fauna (Cofau) do Instituto
Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis (Ibama), a espécie foi descoberta na
natureza apenas em 1978, no nordeste da Bahia, ao
sul do Raso da Catarina, onde vive até hoje.
Estimativas atuais indicam que a população é de
aproximadamente 500 exemplares. A principal ameaça à
espécie é a captura para o comércio ilegal, que tem
sido muito frequente, principalmente pela ausência
de ações de fiscalização regulares.
Há ainda outra razão para seu possível
desaparecimento. O principal alimento da
arara-azul-de-lear é o coco da palmeira licuri (Syagrus
coronata), que está escasso. A falta deste alimento
é um dos motivos de sua possível extinção, já que se
estima um consumo diário de 350 cocos por arara
adulta. O que ocorre é que há pouca regeneração da
palmeira do licuri, principalmente por causa das
queimadas e derrubadas para plantio. A diminuição na
quantidade de licuri disponível faz com que as
araras busquem alimento em plantações de milho, onde
acabam sendo alvejadas pelos produtores.
10 - Pato mergulhão (Mergus octosetaceus)
Esta ave é uma das mais ameaçadas de extinção em
toda região neotropical por causa da interferência
do homem em seu habitat. Já extinta na Argentina e
Paraguai, o Mergus octosetaceus ainda existe no
Brasil, mas somente em quatro Estados: Paraná, Minas
Gerais, Goiás e Tocantins. Estima-se que existam
menos de 250 aves no País.
De acordo com o biólogo Luís Fábio Silveira, da
Universidade de São Paulo (USP), o pato-mergulhão é
o único representante da Tribo Mergini em que o
macho auxilia no cuidado com os filhotes.
Alimenta-se principalmente de peixes, que pesca com
o auxílio de seu bico serrilhado, em mergulhos
feitos principalmente nos remansos. Silveira
salienta que esta é uma espécie altamente exigente
com relação à qualidade de seu habitat, necessitando
de águas límpidas e não tolerando bem a presença
humana. Segundo ele, este é o principal motivo que
ameaça a vida dessas aves: não existe mais um
habitat totalmente limpo no Brasil.
O biólogo explica que as atividades de mineração,
drenagem e agricultura foram desastrosas para a
espécie. A construção de barragens, que altera todo
o regime hidrológico dos rios, tem efeitos drásticos
sobre estes animais, que não vive em lagos ou outros
ambientes lênticos, onde a massa de água
apresenta-se parada, sem correnteza. Isso foi o
golpe final nas populações argentinas e paraguaias,
e tal situação pode se repetir no Brasil,
especialmente nas populações que ainda sobrevivem
nas bacias dos rios Tocantins e Paraná.
Governo Brasileiro não esta preocupado com o meio
ambiente e principalmente na extinção dos animais,
mas sim, em agradar a massa com promessas que nunca
cumprirá.(...) Brasil em poucos anos entrará em
colapso total na agricultura, tudo devido a
destruição dos habitat destes indispensáveis
animais.
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