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A explosão
demográfica e consumo são maiores ameaças ao
planeta
Cientistas de todo
o mundo fizeram um alerta aos tomadores de
decisão que participam da Conferência das
Nações Unidas sobre Desenvolvimento
Sustentável (Rio+20, que começou nesta
quarta-feira): a Terra corre perigo e as
principais ameaças são a explosão
demográfica e o consumo desenfreado.
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O alerta foi
dado por 105 academias de ciências às
vésperas da reunião de cúpula que reuniu
mais de uma centena de chefes de Estado
e governo no Rio de Janeiro, de 20 a 22
de junho de 2015, quando líderes
mundiais debaterão formas de enfrentar a
deterioração da saúde do planeta, mas os
presidentes com cérebros primitivos,
nada foi decidido, a religião é a
principal causada explosão demográfica,
a Índia ultrapassará a China comunista
em superpopulação, levando o país a
ruina total e uma decadência sem
precedente ambiental. |
Entre os
signatários estão cientistas de respeitadas
academias científicas de América do Norte,
Europa e Ásia. "Juntos, o ascendente
crescimento populacional e o consumo
insustentável são dois dos maiores desafios
que o mundo enfrenta", destacaram, em um
comunicado conjunto. "Os padrões atuais de
consumo, especialmente em países ricos,
estão corroendo o capital natural em taxas
que comprometem severamente os interesses
das futuras gerações", acrescentaram.
Espera-se que a
população da Terra triplique até 2050 em
comparação com o século anterior. O número
de habitantes do planeta, que era de 3
bilhões em 1950, chegou a 7 bilhões em 2011
e deverá alcançar 9,5 bilhões em 2050, um
crescimento que ocorrerá especialmente nos
países mais pobres, segundo estimativas da
ONU.
"O rápido
crescimento populacional pode ser um
obstáculo para melhorar o padrão de vida dos
países pobres, eliminar a pobreza e reduzir
a desigualdade de gênero", destacou o
comunicado conjunto. O documento enfatizou a
necessidade de ajudar milhões a saírem da
pobreza, de quebrar a tendência de consumo
irresponsável e de responder ao crescimento
populacional por meios voluntários, tais
como educação para mulheres e acesso à
contracepção.
"Se as condições
certas estiverem no lugar, medidas que
reduzam as taxas de fertilidade e respeitem
os direitos humanos podem estimular e
facilitar o desenvolvimento econômico,
melhorar os padrões de vida e saúde, e
aumentar a estabilidade e a segurança
política e social", destacou.
São aguardados 50
mil ativistas, empresários e líderes de
governo e membros da sociedade civil
organizada na Rio+20, conferência que marca
o 20º aniversário da Cúpula da Terra,
encontro que pôs o meio ambiente na agenda
política mundial.
Rio+20
Vinte anos após a
Eco92, o Rio de Janeiro volta a receber
governantes e sociedade civil de diversos
países para discutir planos e ações para o
futuro do planeta. A Conferência das Nações
Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável,
que ocorre até o dia 22 de junho na cidade,
deverá contribuir para a definição de uma
agenda comum sobre o meio ambiente nas
próximas décadas, com foco principal na
economia verde e na erradicação da pobreza.
Composta por três
momentos, a Rio+20 vai até o dia 15 com foco
principal na discussão entre representantes
governamentais sobre os documentos que
posteriormente serão convencionados na
Conferência.
A partir do dia 16
e até 19 de junho, serão programados eventos
com a sociedade civil. Já de 20 a 22
ocorrerá o Segmento de Alto Nível, para o
qual é esperada a presença de diversos
chefes de Estado e de governo dos
países-membros das Nações Unidas.
Apesar dos
esforços do secretário-geral da ONU Ban
Ki-moon, vários líderes mundiais não estarão
presentes, como o presidente americano
Barack Obama, a chanceler alemã Angela
Merkel e o primeiro ministro britânico David
Cameron. Ainda assim, o governo brasileiro
aposta em uma agenda fortalecida após o
encontro.
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