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Sucupira é o nome popular dado a várias espécies de
árvores brasileiras, entre elas:
Pterogyne nitens (amendoim-bravo);
Acosmium subelegans (amendoim-falso);
Bowdichia virgilioides (sucupira-preto);
Diplotropis purpurea (sucupira-preta, da Amazônia);
Leucochloron incuriale (chico-pires);
Pterodon emarginatus (sucupira);
Pterodon polygalaeflorus — que alguns autores consideram a mesma espécie
da Pterodon emarginatus;
Sclerobium álbum e Sclerolobium aureum (carvoeiro);
Sweetia fruticosa (angelim).
Outros nomes populares: faveiro, fava-de-sucupira, fava-de-santo-inácio,
sucupira-branca, sucupira-lisa. |
OcorrênciaA sucupira (Pterodon emarginatus) ocorre no cerrado e sua
transição para a floresta semidecídua da Mata Atlântica, nos estados de
Minas Gerais, Mato Grosso, Tocantins, São Paulo, Goiás e Mato Grosso do
Sul.
A espécie consta da lista de plantas ameaçadas do estado de São Paulo.
CaracterísticasÉ árvore de porte médio, de 8 a 16 metros, de copa
piramidal rala. O tronco tem casca lisa branco-amarelada. As raízes
formam às vezes expansões de reserva, as batatas-de-sucupira.
As folhas compostas bipinadas. Flores rosadas, em inflorescências
terminais tipo panículo. A espécie Pterodon polygalaeflorus Benth.,
considerada por alguns autores como a mesma da P. emarginatus, ocorre
mais ao norte do Brasil e tem flores azul-violeta.
Fruto tipo legume indeiscente, alado, com uma única semente protegida
por cápsula fibrosa e envolta em substância oleosa numa estrutura
esponjosa.
A árvore é decídua, não-pioneira, heliófita e xerófita, nativa de
terrenos secos e arenosos. Apresenta dispersão descontínua, muitas vezes
com populações puras.
Floresce em setembro-outubro e os frutos amdurecem em junho-julho, mas
ficam mais tempo na árvore.
Retirar a semente do fruto é difícil, estes podem ser plantados
inteiros. De qualquer forma, a taxa de germinação é baixa.
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UsosFornece madeira muito dura, usada
em construção civil.
Na medicina popular, seu óleo aromático volátil, produzido pela casca e
pelas sementes, é utilizado contra o reumatismo. Já os nódulos da raiz,
chamados de batatas-de-sucupira, são usados contra o diabetes.
Estudos farmacológicos demonstraram que o óleo dos frutos inibe a
penetração pela pele da cercária da esquistossomose, podendo ser usada
na profilaxia dessa endemia.
Observação importante:
Por ser morfologicamente parecida, a P. emarginatus e a Bowdichia
virgilioides Kunth são com freqüência confundidas, mas os frutos são
diferentes.
A Farmacopéia Brasileira de 1929 refere o uso da casca de sucupira em
forma de extrato fluido e tintura, citando a espécie como Bowdichia
virgilioides Humboldt, Bonplant, Kunth. Descreve a casca como
apresentando-se em grandes pedaços planos ou levemente curvos, de
comprimento e largura variáveis e 8–10 mm de espessura. A superfície
externa é pardo-escura com numerosas verrugas cor de ferrugem, rachos
longitudinais profundos e algumas fendas transversais muito espaçadas. A
parte suberosa se desprende facilmente, expondo o parênquima cortical
pardo-avermelhado. A face interna é amarelada, com estrias longitudinais
bem visíveis. O sabor é amargo e adstringente. |
Referências:
1.↑ Instituto de Botânica de São Paulo
2. Mors, W. B., Rizzini, C. T. & Pereira, N. A. 2000. Medicinal plants
of Brazil. Reference Publications, Inc. Algonac, Michigan.
3. Mors, W. B., M. F. Santos Filho, H. J. Monteiro, B. Gilbert & J.
Pelegrino. 1967. Chemoprophylactic agent in schistosomiasis: 14,15-epoxigeranylgeraniol.
Science 157: 950-951.
4. SANTOS FILHO, D. ; SARTI, S. J. ; KATZ, N. ; ARAUJO, N. ; ROCHA
FILHO, P. A. ; ABREU, J. E. ; BORTOLIN, M. E. Atividade
Quimioprofilatica de Sabonete Contendo Oleo Essencial de Frutos de 'Pterodon
Pterodon Pubescens' Na Esquistossomose Mansoni. MEMORIAS DO INSTITUTO
OSWALDO CRUZ, v. IV, n. SUP., p. 343-345, 1987.
5. SANTOS FILHO, D. Sabonete Contendo Oleo de 'Pterodon Pubescens' Benth
Como Protetor da Infeccao Esquistossomotica. In: INTERNATIONAL SYMPOSIUM
ON SCHIOSTOSOMIASIS, 1987. Rio de Janeiro - R.J. p. 0-0.
6. Pharmacopeia dos Estados Unidos do Brasil, 1929, pág. 851.
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