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HISTORIA DO VIDRO

 Historia do vidro

     

O vidro é feito de uma mistura de matérias-primas naturais. Conta-se que ele foi descoberto por acaso, quando navegadores fizeram fogueiras na praia. A areia e o calcáreo (conchas) se combinaram através da ação da alta temperatura.

Hoje o vidro está muito presente em nossa civilização e pode ser moldado de qualquer maneira: nos pára-brisas e janelas dos automóveis, lâmpadas, garrafas, compotas, garrafões, frascos, recipientes, copos, janelas, lentes, tela de televisores e monitores, fibra ótica e etc....

COMPOSIÇÃO

As matérias-primas do vidro sempre foram as mesmas, desde milhares de anos atrás. Somente a tecnologia é que mudou, acelerando o processo, e possibilitou maior diversidade para seu uso.

O vidro é 100% e infinitamente reciclável. Isto quer dizer que todos os recipientes de vidro, mesmo os quebrados, podem ser transformados em novos produtos.

 

TIPOS DE VIDRO

Existem muitos tipos de vidros que apesar de partirem da mesma base, possuem composições diferentes, de acordo com a finalidade a que se destinam. Veja a tabela a seguir.

 

Tipos

Aplicações

Vidro para embalagens

garrafas, potes, frascos e outros vasilhames fabricados em vidro comum nas cores branca, âmbar e verde;

Vidro plano

vidros planos lisos, vidros cristais, vidros impressos, temperados, laminados, aramados e coloridos fabricados em vidro comum;

Vidros domésticos

tigelas, travessas, copos, pratos, panelas e produtos domésticos fabricados em diversos tipos de vidro;

Fibras de vidro

mantas, tecidos, fios e outros produtos para aplicações de reforço ou de isolamento;

Vidros técnicos

lâmpadas incandescentes ou fluorescentes, tubos de TV, vidros para laboratório, para ampolas, para garrafas térmicas, vidros oftálmicos e isoladores elétricos.

 

RECICLAGEM

Os produtos de vidro devem ser separados por tipo e cores. Por exemplo, as embalagens de geléia e os copos comuns não devem ser misturados aos vidros de janela. As cores mais comuns são o âmbar (garrafas de cerveja e produtos químicos), o translúcido ou "branco" (compotas), verde (refrigerantes) e azul (vinho).

O vidro usado retorna às vidrarias, onde é lavado, triturado e misturado com mais areia, calcário, sódio e outros minerais. Tudo é derretido em fornos com temperatura de até 1500 ºC.

Em média, 1/3 dos vidros usados são empregados como matéria-prima para fabricação de novas embalagens de vidro.

 

Atenção:

  •  Quando enviamos os vidros para reciclagem, estes devem estar limpos, ou seja, sem outros materiais como metais, plásticos, palhas e etc, pois eles provocam prejuízos ao processo industrial.

  •  Os vidros técnicos são compostos por matérias-primas diferentes e não são facilmente reciclados, daí tome cuidado para não misturar com os outros tipos de vidro.

A descoberta

Tem-se como a data provável da descoberta do vidro, algo em torno de 4000 a.C.. Os mais antigos objetos fabricados em vidro que se conhecem foram encontrados em túmulos egípcios, com 4000 anos de idade.

Em estado natural, o vidro existe na natureza desde os tempos pré-históricos, muitos milênios antes de ser elaborado pelo primeiro artesão.

Essas rochas vítreas se formaram a partir de magmas, rochas vulcâncias que tiveram um resfriamento tal que não chegaram a cristalizar. A rocha vítrea mais empregada pelo homem pré-histórico foi a obsidiana, rocha encontrada em antigas regiões vulcânicas dos atuais México, Canárias, Hungria, Islândias, etc.

Esse tipo de vidro era empregado desde o período neolítico, aproximadamente 8000 a.C., para a fabricação de diferentes utensílios domésticos e, principalmente, armas rudimentares de defesa, além de serem utilizados como amuleto e elemento decorativo.

Alguns autores supõem que o vidro foi descoberto pelos primeiros fundidores de metais ou até pela vitrificação acidental de uma peça de barro cozido.

Como toda boa história pressupõe uma lenda, com o vidro não poderia ser diferente. O historiador Caio Plínio II (27-79 d.C), em sua obra "Historia Natural", atribuiu o descobrimento do vidro a mercadores fenícios que desembarcaram nas costasda Síria e, necessitando de fogo, improvisaram fogões, usando blocos de salitre (trona) sobre a areia.

Passado algum tempo, notram que do fogo escorria uma substância líquida e brilhante, que se solidificava imediatamente: o vidro. Os inteligentes Fenícios teriam, então, dedicado-se à reprodução daquele fenômeno, chegando à obtenção de materiais utilizáveis.

 

O que é o vidro?

O vidro é um material tão comum em nossas vida que, muitas vezes, nem percebemos o quanto ele está presente. Porém, basta olharmos à nossa volta com um pouco de atenção e vamos encontrá-lo nas janelas, nas lâmpadas, na mesa de refeições, na forma de garrafas, copos, pratos, travessas.

Além disso, muitos estarão vendo tudo isso através de óculos com lentes de vidro.

 

Mas, o que é o vidro?

E o que faz este material ter tantas aplicações e continuar sendo usado por milhares de anos?

Segundo definição aceita internacionalmente, "o vidro é um produto inorgânico, de fusão, que foi resfriado até atingir a rigidez, sem formas cristais".

O elemento básico do vidro é a sílica, fornecida pela areia, óxidos fundentes, estabilizantes, e substâncias corantes.

 

Composição

Uma das razões de o vidro ser tão popular e duradouro, talvez esteja na sua análise, pois os vidros mais comuns, aqueles usados parafazer os vidros planos e embalagens e que, tecnicamente, são denominados "sodocálcios", têm uma composição química muito parecida com a da crosta terrestre, que é a camada externa de nosso planeta e onde vivemos:

Óxido %

crosta terrestre

%

vidros comuns

SiO2 (sílica) 60 74
Al2O3 (alumína) 15 2
Fe2O3 (Óxido de Ferro) 7 01
CaO (cálcio) 5 9
MgO (magnésio) 3 2
Na2O (sódio) 4 12
K2 (potássio) 3 1

Tipos de vidro

Sodo-Cálcio:

Aplicação: embalagens em geral: garrafas, potes e frascos

Vidros plano: indústria automobilística, construção cívil eeletrodomésticos

Boro-Silicato:

Aplicação: utensílios domésticos resistentes e choque térmico

Ao chumbo:

Aplicação: copos, taças, cálices, ornamentos, peças artesanais (o chumbo confere mais brilho ao vidro)

LÂMPADAS FLUORESCENTES CONTÉM VAPOR DE MERCÚRIO
Por Tereza Cristina Bernardes *

São muito econômicas, mas antes da compra é importante observar: Somente adquirir o produto com selo PROCEL, pois foram testadas e aprovadas pelo IMETRO. Sua durabilidade varia em torno de 10 a 15mil horas, enquanto as que ainda não passaram pelo teste tem, por vezes, duração de 800 a mil horas, muitas não atendem ao índice de luminosidade indicado, ou seja, tem sido lesivas ao consumidor. Fazer a escolha de acordo com o ambiente em que o produto será utilizado: A luz mais branca ou azulada estimula a produtividade e as lâmpadas desta tonalidade são indicadas para áreas de serviço, cozinha, escritórios, escolas, hospitais. As de tonalidade mais amareladas são mais aconchegantes e para maior conforto ambiental são recomendadas para quartos, corredores, banheiros, salas de estar e de jantar. As lâmpadas fluorescentes compactas eletrônicas, são lâmpadas fluorescentes em tamanho reduzido, já com uma base do tipo rosca, igual as das incandescentes, permitindo assim a sua aplicação nos locais onde se utilizam lâmpadas incandescentes comuns.

O que muita gente ainda não sabe, é que as lâmpadas fluorescentes compactas ou tubulares, contém mercúrio, substância tóxica nociva ao ser humano e ao meio ambiente. Se rompidas liberam vapor de mercúrio, que será aspirado por quem as manuseia.

Em virtude da ampla utilização pela população, que necessita diminuir as contas de eletricidade e da toxidade do material não basta pensarmos em uma coleta diferenciada, é importantíssimo enfocarmos os cuidados no manuseio e no descarte para não quebrá-la. Ao manusea-las nunca segurar pelo vidro. Descarte - É recomendável que sejam descartadas em caixas de papelão ou protegidas com jornal, plástico bolha, entre outros, para evitar sua ruptura (como aliás deve ser para todo material perfurante e cortante ao ser descartado). No caso das lâmpadas, deverá ainda ser vedada para conter o vapor de mercúrio e proteger a saúde. Bem como para proteção do meio ambiente, pois o metal pesado - mercúrio, ao chegar à água subterrânea ou superficial, contamina-as. Serão contaminados também os peixes e tudo que lá se encontre e que poderá fazer parte da alimentação, sendo transmitido através da a cadeia alimentar.

Orientar os encarregados das trocas e esclarecer a população usuária - nunca quebrá-la.

Em caso de quebra acidental de uma lâmpada, o local deve ser limpo. Os cacos coletados de modo a não ferir quem os manipula e colocados em caixas de papelão ou protegidos com jornal, para evitar o rompimento da embalagem e deverão ser fechadas hermeticamente em sacos plásticos a fim de evitar contínua liberação.

Enquanto não se regulamenta a legislação, que criará normas para lâmpadas com mercúrio, é recomendável que a população não misture essas lâmpadas com o lixo doméstico, pois será rompida fatalmente, contaminando o meio ambiente e pondo em risco a saúde dos funcionários da limpeza - local ou pública - bem como a saúde dos catadores, que vivem nos aterros e lixões. Sugerimos entrarem em contato com as Comphanias de Limpeza ou Secretarias do Meio Ambiente de seus Municípios a fim de informarem-se sobre o procedimento que deverão adotar neste momento. Em Niterói, a Secretaria do Meio Ambiente está informando através de jornais, entrevistas em rádios, palestras, informativos, mailing, entre outros, que a população poderá leva-las, aos Distritos da Companhia de Limpeza - CLIN em seu bairro e a CLIN, armazenará com os devidos cuidados e encaminhará para a reciclagem. É mais um esforço individual mas que trará repercussões muito positivas e benéficas para o meio ambiente e a saúde da população.

* Tereza Cristina Bernardes
Educadora Ambiental - Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Niterói.

 

 

 

Copyright © 1999 [Ache Tudo e Região]. Todos os direitos reservado. Revisado em: 09 outubro, 2008. Não nos responsabilizamos pelo conteúdo expresso nas páginas de parceiros e ou anunciantes. (Privacidade e Segurança) Melhor visualizado em 1024x768