Pequeno derrame pode ser alerta para um maior
Pesquisadores da Universidade de Oxford descobriram que
pessoas que passaram por um miniderrame têm um risco
significativo de sofrer um derrame grave na semana
posterior ao ataque.
Segundo os cientistas, um em cada 20 pacientes que
sofreram um miniderrame, conhecido como ataque isquêmico
transitório (TIA, na sigla em inglês), acaba por ter um
derrame maior na semana seguinte.

O estudo, realizado pela Unidade de Prevenção de
Derrames da universidade e publicada na revista
científica Lancet Neurology, analisou 18 estudos
envolvendo mais de 10 mil pacientes.
Os resultados apontam que o risco do paciente que passou
por um acidente isquêmico transitório ter um derrame em
sete dias é de 5,2%. Para Joe Korner, da organização
Stroke Association, "o TIA é apenas um alerta de que um
derrame maior está a caminho".
O estudo indica que 23% dos derrames são precedidos de
um ataque isquêmico transitório.
Prevenção
De acordo com os pesquisadores, "os resultados mostram
que o ataque transitório (TIA) é uma emergência médica
que precisa ser atendida em clínicas especialistas para
que o derrame possa ser prevenido".
A pesquisa aponta ainda que o risco de um derrame maior
após o TIA diminui em 0,9% em pacientes que foram
tratados com médicos especialistas após o pequeno
derrame.
"As pessoas normalmente ignoram os sintomas do derrame
se eles não duram muito tempo", afirma Korner. "É vital
que qualquer pessoa que sofra de um TIA se consulte com
um especialista depois do ataque", alerta.