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Saques e desordem pioram crise no
Estado mexicano de Tabasco
A crise que há oito dias vive o Estado mexicano de Tabasco (sul), afetado pelas
piores inundações de sua história, agravou-se nesta segunda-feira com a desordem
na entrega da ajuda e a insegurança percebida após serem registrados saques.
As inundações começaram na noite de domingo 28 de outubro e se agravaram na
quarta-feira (31) seguinte. Centenas de pessoas negavam-se a abandonar suas
casas em Villahermosa, capital do distrito, por medo dos saqueadores que
percorrem de lancha as zonas alagadas quebrando cadeados de residências e
estabelecimentos comerciais abandonados.

Mexicanos disputam caixa de comida entregue pela Cruz Vermelha, em Ocuilzapotlan
Muitos permanecem nos telhados de suas casas e improvisam letreiros pedindo água
e comida, mas relutam em acolher refugiados ante a possibilidade de ter roubado
o pouco que as inundações deixaram.
O desespero de muitos transformou-se em raiva devido aos problemas encontrados
para distribuir a ajuda que começou a chegar a Tabasco.
Apesar das enchentes persistirem, não choveu no último fim de semana, e as águas
baixaram.
Em Villahermosa, onde vivem 750 mil dos 2,1 milhões de habitantes de Tabasco, o
serviço de água potável começou a ser restabelecido no domingo (04) em algumas
áreas, enquanto que as aulas nas escolas foram autorizadas nesta segunda pela
secretaria de Educação nas poucas zonas fora das enchentes.
Habitantes de Villahermosa, capital de Tabasco, usam barco para circular pela
cidade
Até o momento, o governo de Tabasco calcula que mais de um milhão de pessoas em
700 localidades dos 17 municípios do distrito foram afetadas pelas inundações.
As autoridades confirmaram a morte de uma pessoa. A imprensa local informa
quatro falecimentos e pelo menos 100 mil pessoas isoladas em comunidades onde a
ajuda não chegou.
O presidente Felipe Calderón pediu a solidariedade do mundo para Tabasco, e
recebeu de imediato resposta da Alemanha e dos Estados Unidos.
As inundações aumentaram os lucros dos proprietários de lanchas que, por um
preço mais alto que o normal, disponibilizam transporte pelas ruas alagadas de
Villahermosa, para os que não querem esperar um lugar nas embarcações gratuitas
oferecidas pela governo.
Tabasco já havia registrado em 1999 uma grande inundação causada pelo
transbordamento do rio Grijalva, o segundo maior do país, quando aproximadamente
85 mil pessoas foram afetadas.
Com France Presse
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