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Procuradoria investiga deputados que
ajudaram a libertar soldados
A Procuradoria de Ancara abriu uma investigação contra três deputados do
pró-curdo Partido da Sociedade Democrática (DTP) que mediaram com o Partido dos
Trabalhadores de Curdistão (PKK) a libertação dos oito soldados capturados pelo
grupo terrorista.
Aysel Tugluk, Fatma Kurtulan e Osman Özçelik viajaram no sábado a Erbil (norte
do Iraque) para mediar com o PKK --considerado grupo terrorista por Europa e
Estados Unidos-- e conseguir a libertação dos seqüestrados, que foram soltos no
domingo.
Também intermediaram na operação as autoridades curdas do norte do Iraque e o
comandante das forças multinacionais de ocupação no Iraque, David Petraeus, por
isso, segundo as autoridades turcas, o papel dos deputados não está claro.
"Soubemos um dia antes que nossos soldados seriam libertados, e antes que os
três deputados fossem ao norte do Iraque", criticou o porta-voz do Governo
turco, Cemil Çiçek.
A polêmica aumentou com a publicação de fotografias do momento da libertação dos
soldados, que tiveram de esperar em formação enquanto os deputados curdos
assinavam um documento sobre uma mesa coberta com uma imensa imagem do líder
preso do PKK, Abdullah Öcalan.
"Nenhum membro das Forças Armadas turcas deveria ter passado por essa situação",
lamentou o ministro da Justiça da Turquia, Mehmet Ali Sahin. A imprensa turca e
a oposição criticaram duramente o papel do DTP, acusado de tentar negociar com
os terroristas.
Enquanto isso, os deputados afirmaram que o governo turco do Partido da Justiça
e o Desenvolvimento (AKP) sabia da viagem e do papel de mediador, o que foi
desmentido pelo Executivo.
Os oito soldados turcos libertados também estão sob investigação militar para se
saber mais detalhes de seu cativeiro.
Em 1996, vários deputados turcos e curdos foram investigados por participar da
mediação com o PKK para o resgate de soldados capturados, mas a Justiça os
absolveu.
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