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Separatistas curdos se dizem dispostos a negociações e a cessar-fogo


O Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) disse nesta sexta-feira estar aberto para o diálogo com a Turquia, que poderia levar a uma trégua no conflito entre os separatistas curdos, que realizam ataques ataques contra civis e militares turcos, e o Exército do país.

A Turquia, assim como os EUA e a União Européia, classifica o PKK como uma organização terrorista e recusa o diálogo com seus membros. Ancara ainda não havia se manifestado em resposta à declaração do partido, transmitida pela agência de notícias Firat, próxima aos rebeldes do PKK.

Curdos que apóiam o governo turco protestam contra o PKK no sudeste do país
Nos últimos meses, Ancara tem sofrido forte pressão popular para reprimir o grupo. Em outubro, o Parlamento autorizou uma ação militar no norte do Iraque, onde os rebeldes curdos se refugiam e preparam os ataques perpetrados contra civis e militares no sudeste da Turquia.

O premiê turco Recep Tayyip Erdogan afirmou nesta semana após reunir-se com o presidente dos EUA, George W. Bush, que o Exército irá realizar uma incursão contra os militantes do PKK no norte do Iraque.

"Estamos abertos ao diálogo para dar início a um processo que pode excluir completamente as armas de nosso projeto político", diz a declaração do PKK.

A Turquia posicionou cerca de 100 mil homens na fronteira com o Iraque e ameaça lançar uma ofensiva contra aproximadamente 3.000 rebeldes abrigados no norte do país, na região autônoma do Curdistão iraquiano, a fim de tentar deter suas atividades.

O PKK iniciou sua luta armada contra a Turquia em 1984, tendo como objetivo a criação de um estado curdo no sudeste do país, onde 15 milhões dos 30 milhões de curdos vivem.

Cessar-fogo

O PKK disse que as tréguas unilaterais que eles anunciaram no passado falharam em conter o conflito, enfatizando a importância de uma solução política.

O grupo separatista anunciou um cessar-fogo em 1999 após seu líder, Abdullah Ocalan ser preso. A trégua foi rompida em 2003 quando conflitos recomeçaram entre o PKK e a Turquia. Outro cessar-fogo oficialmente ainda está em vigor desde 2006.

Apesar da ameaça de Erdogan de atacar o PKK no Iraque, o chanceler turco afirmou nesta semana acreditar que a ameaça de uma grande ofensiva em território iraquiano havia diminuído.

Washington pressiona a Turquia a não atacar o norte do Iraque por receio de que tal ação possa causar uma crise regional e desestabilizar a única região relativamente estável do Iraque.
 

 

 

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