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Brasil e Argentina articulam para
substituir o dólar no comércio bilateral, diz Garcia
O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio
Garcia, afirmou nesta segunda-feira que os governos do Brasil e da Argentina vão
acelerar as articulações para substituir o dólar como moeda utilizada no
comércio bilateral entre os dois países. A idéia é que os brasileiros utilizem o
real e os argentinos o peso.
Garcia afirmou que a questão deverá ser solucionada no começo do próximo ano.
O fim da dolarização foi tema da reunião realizada hoje no Palácio do Planalto
entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a presidente eleita da Argentina,
Cristina Kirchner, e autoridades brasileiras e argentinas.
Garcia afirmou que o ministro Guido Mantega (Fazenda) disse na reunião que há
"avanços" na busca por solução de problemas técnicos que impediriam a
substituição do dólar pelas moedas locais.
"Pelo que o ministro Mantega explicou dos avanços e a resolução de alguns
problemas técnicos, creio que no início de 2008 isso já estará em curso.
Seguramente vai dar uma nova qualidade à relação comercial", afirmou o assessor,
depois de cerca de duas horas de reunião.
Segundo Garcia, a atual valorização do real vai colaborar para o aumento das
exportações. "A atual valorização do real é um instrumento que vai ajudar no
curto prazo no aumento das exportações", disse ele.
Em seguida, o assessor afirmou: "Eu diria que o crescimento da economia
brasileira, que não era tão forte como o da economia argentina, também vai
ampliar as possibilidades da produção argentina, além de outras medidas já mais
estruturadas de complementação".
Foi a primeira viagem internacional de Cristina Kirchner como presidente eleita
para visitar um chefe de Estado. Ela toma posse no próximo dia 10 --em uma
cerimônia composta de duas partes: uma na Casa Rosada (Palácio de Governo) e
outra no Congresso.
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