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Telefónica defende restrições para empresas de telefonia mexicanas
A América Móvil e a Telmex deveriam ser declaradas dominantes e sofrer
restrições por práticas anticompetitivas, defendeu nesta quarta-feira (21) a
unidade da Telefónica no México.
A empresa espanhola entregou documentos para autoridades mexicanas de defesa da
concorrência com evidências sobre a dominância da América Móvil e da Telmex no
mercado do México.
As duas empresas são controladas pelo mexicano Carlos Slim e também atuam em
outros países da América Latina.
A Telmex, que opera mais de 90 por cento das linhas fixas do México, no Brasil
controla a operadora de longa distância Embratel. Já a América Móvil é a maior
operadora de telefonia celular da América Latina, com mais e 143 milhões de
clientes, incluindo o Brasil, onde opera sob a marca Claro. No México, a
companhia tem participação em cerca de 73% dos celulares em uso.
"O objetivo final é que eles imponham uma série de obrigações à Telmex e Telcel
em seus mercados de modo a dar um fim ao uso abusivo de suas posições de domínio
do mercado", afirmou à Reuters Yago Bazaco, membro do conselho da Telefónica
México.
A Telcel é o nome comercial que a América Móvil usa no México para seus serviços
de telefonia móvel.
A agência de defesa da concorrência do México, a Comissão Federal de Competição,
afirmou em outubro que logo reabrirá investigações acerca da dominância da
América Móvil e da Telmex, o que deve levar a restrições a ambas as empresas.
"Nosso objetivo é ajudar a Comissão Federal de Competição", disse Francisco Gil,
presidente da unidade mexicana da Telefónica.
A empresa espanhola é a maior rival da América Móvil na América Latina.
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