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Ambientalistas fazem abaixo-assinado contra gorro do papa
A Aidaa (Associação Itália para a Defesa dos Animais e do Meio Ambiente)
conseguiu em pouco menos de um mês mais de 2.500 assinaturas pela rede para
pedir ao papa Bento 16 que renuncie a usar peças com pele de arminho.
Desde o começo de seu pontificado, Ratzinger recuperou do vestuário papal peças
como o camauro, um gorro de veludo com pele de arminho branco que os papas
usavam no inverno.
A Aidaa apresentará ao pontífice, no final de setembro, uma carta acompanhada
das assinaturas que começaram a ser coletada em 21 de julho no site
www.firmiamo.it/.
Alessandra Tarantino/AP

Internautas pedem para que o papa Bento 16 pare de usar gorro com pele de animal
Nessa carta, o presidente da Aidaa, Lorenzo Croce, explica que a "pequena e
significativa renúncia pessoal" por parte do pontífice se transformará em um
"forte sinal para a tutela dos animais e do meio ambiente".
Nestas semanas, cidadãos italianos e estrangeiros assinaram o pedido, e alguns
deles acompanharam sua adesão com um comentário.
"Existe uma diferença entre nutrir-se e enfeitar-se. Jesus Cristo saciou
materialmente e espiritualmente os homens, mas lembre que o único 'adorno' que
usou foi uma coroa de espinhos e um manto que colocaram nele para humilhá-lo",
escreve um dos signatários. Há quem aconselhe Bento 16 a seguir a tradição papal,
mas usando peles sintéticas.
Outro dos complementos que o pontífice recuperou é a chamada mozeta, vestimenta
muito habitual entre os cardeais, e cuja versão de inverno é em veludo e com
arminho. Até agora, o Vaticano não respondeu a nenhum desses apelos.
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