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MST responsabiliza política do governo por presença de supostos assentamentos
em lista sobre desmate
Em nota divulgada nesta terça-feira, o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais
Sem Terra) responsabiliza a política do governo federal pela presença de
supostos assentamentos na lista dos maiores devastadores da Amazônia.
"Nenhum dos oito assentamentos da lista dos maiores devastadores da Amazônia,
divulgada pelo Ministério do Meio Ambiente, localizados no Mato Grosso, é
coordenado pelo MST. A presença de supostos assentamentos na lista dos maiores
devastadores da Amazônia é conseqüência da política do governo federal, tanto na
gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso quanto do presidente Lula, de
regularizar a posse de áreas sem critérios adequados para inflar os números da
reforma agrária", diz a nota.
O Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) lidera os seis
primeiros lugares dos 100 maiores desmatadores da floresta amazônica. Além do
instituto, há várias empresas de agropecuária, cooperativas e pessoas físicas
entre os principais destruidores do ambiente na Amazônia Legal.
A lista com os 100 maiores desmatadores, elaborada pelo Ministério do Meio
Ambiente, foi divulgada ontem, no mesmo dia em que o Inpe (Instituto Nacional de
Pesquisas Espaciais) informou sobre o aumento de 134% da região desmatada em
agosto em comparação a julho deste ano.
"1- Nenhum dos oito assentamentos da lista dos maiores devastadores da Amazônia,
divulgada pelo Ministério do Meio Ambiente, localizados no Mato Grosso, é
coordenado pelo MST. A presença de supostos assentamentos na lista dos maiores
devastadores da Amazônia é conseqüência da política do governo federal, tanto na
gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso quanto do presidente Lula, de
regularizar a posse de áreas sem critérios adequados para inflar os números da
reforma agrária.
2- A pilhagem de madeira foi travestida de assentamento, como denunciamos ao
lado do Greenpeace, em 2007. Foram criados assentamentos ilegais em benefício de
madeireiras na Amazônia Legal. Investigações do MPF (Ministério Público Federal)
e do Greenpeace identificaram a falta de laudos e licenciamento ambiental, além
de cadastros adulterados, para criação formal dos chamados 'assentamentos
fantasmas', destinados ao desmatamento de áreas florestais para extração de
madeira.
3- A reforma agrária está parada em todo o país. Os assentamentos realizados não
atacaram o latifúndio e a concentração de terras aumentou no país durante os
últimos governos. Cerca de 70% dos assentamentos dos governos FHC e Lula foram
criados em terras públicas, por meio da regularização fundiária na região da
Amazônia Legal.
4- Participamos da campanha 'Desmatamento Zero', em defesa da Amazônia, ao lado
de diversas entidades da sociedade civil. Exigimos a rejeição do Projeto de Lei
6.424/05, do senador Flexa Ribeiro (PSDB), que diminui a área de reserva legal
florestal da Amazônia, e a medida provisória 422/08, conhecida 'PAG (Plano de
Aceleração da Grilagem)', que possibilita a legalização da grilagem na Amazônia.
5- O Ministério do Meio Ambiente deve rejeitar esses projetos devastadores e
tomar medidas rígidas para impedir a expansão do agronegócio na Amazônia, que é
o principal responsável pelo processo de devastação. Nos últimos cinco meses de
2007, a pilhagem da madeira, a expansão da pecuária e da soja para exportação
causaram a devastação de até 7.000 km2, de acordo com o Ministério do Meio
Ambiente."
Comentários: Enquanto este governo
genocida permanecer, será este jogo de empurra, até 2010 Brasil não terá mais
Amazônia e coisa nenhuma, apenas uma divida externa de 2 trilhões, furacões e
falta de chuva.
Merecemos isso, pais sem lei, povo
ignorante sem propósito, apenas vive por viver, não deu valor pelo bem que
possuía.
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