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Nem Ibama encontra maior desmatador da Amazônia
em Belém
Figura desconhecida do meio agrário paraense, Léo Andrade Gomes, listado nesta
semana como a pessoa física que mais desmatou no país, ainda não foi encontrado
nem pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis) para notificá-lo sobre uma multa.
Ueslei Marcelino/Folha Imagem

Minc conversa com ministro Guilherme Cassel durante assinatura de convênio
O instituto mandou a notificação de uma autuação no valor R$ 13,4 milhões para
dois endereços diferentes, no Maranhão e na Bahia, mas a documentação voltou, e
ele teve que ser avisado oficialmente por edital.
Ele também não indicou um advogado para representá-lo no processo. Como Gomes
perdeu o prazo para apresentar defesa, ele deve se tornar um devedor da União.
Segundo a lista divulgada na última segunda-feira pelo ministro Carlos Minc
(Meio Ambiente), Gomes desmatou mais de 15,2 mil hectares em dois focos
diferentes, em Santana do Araguaia e Santa Maria das Barreiras, no sudeste do
Pará.
Em ambos os autos de infração, um deste ano e outro de 2006, o nome da
propriedade era o mesmo --Fazenda Cachoeira Alta.
A multa de 2006, de R$ 18 milhões, também não foi paga. Gomes --ou alguém em seu
nome-- entrou com um recurso no Ministério do Meio Ambiente, que ainda não foi
julgado, segundo o Ibama.
A Folha conversou com fazendeiros de Santana do Araguaia e nenhum deles disse
que conhecia ou que já tinha ouvido falar de Andrade, que também não figura no
Sindicato de Produtores Rurais da cidade nem é associado da Faepa (Federação de
Agricultura e Pecuária do Pará).
Segundo um funcionário do Ibama, é possível que ele seja "laranja" de outro
fazendeiro.
Comentários: Todos sabem quem desmata, para
onde é levada as madeiras
enfim, com um governo burro e corrupto o que se pode esperar, apenas o fim da
Amazonia.
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