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Pingüins: mais da metade das
colônias pode sumir
Mais da metade das maiores
colônias de pingüins da Antártica corre risco de desaparecer ou ser seriamente
afetada, caso a temperatura global suba mais de 2°C, informa um relatório
divulgado pela agência AFP. Uma elevação nessa proporção comprometeria 50% da
população do pingüim-imperador e 75% das colônias do pingüim de Adélia, apontou
o estudo apresentado no Congresso Mundial de Preservação, em Barcelona, na
Espanha.

A pesquisa, realizada pela ONG World Wildlife Fund (WWF), advertiu que a
temperatura média da Terra deve aumentar ainda mais do que 2°C até o final do
século, mesmo que grandes esforços sejam feitos para reduzir a emissão de
poluentes na atmosfera.
Os cientistas sugeriram também que o degelo tem causado a diminuição nas
populações de krill, invertebrado semelhante a um camarão, que é fonte vital de
alimentação dos pingüins.
Para o pesquisador Juan Casavelos, da WWF, o aquecimento já contribuiu para uma
redução considerável no número de pingüins. "Eles se adptam bem ao frio e às
condições extremas da Antártica, mas se a temperatura seguir aumentando, a
espécie será seriamente ameaçada", afirmou.
Enquanto a contenção do aquecimento global parece ser a única solução viável a
longo prazo, os pesquisadores buscam outras medidas para ajudar os pingüins,
como manter as áreas marinhas protegidas para reduzir a pressão sobre a espécie
e reforçar o controle da pesca de krill e outros peixes que servem como
alimento.
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