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Produto de construção "verde"
segue critérios de produção e de transporte
CRISTIANE CAPUCHINHO
Estar em dia com a agenda sustentável é a meta de boa parte das indústrias de
materiais de construção. A cada semana, produtos com bandeira verde surgem nas
prateleiras, mas discernir o marketing de soluções reais não é tarefa simples
para o consumidor.
O princípio na escolha deve considerar o ciclo de vida do produto, desde o modo
e o local de produção até o transporte para o ponto de uso. Entram na equação a
capacidade de reaproveitamento do material e a deposição de seus resíduos ao fim
da vida útil.
Trocando em miúdos, produtos ecologicamente corretos estão mais próximos do seu
estado natural, usam menos componentes químicos e têm grande potencial de
transformação.
"Materiais de baixo impacto ambiental são fundamentalmente os produzidos na
própria região e que não são tóxicos", aponta o professor Miguel Sattler, da
UFRGS. Da fundação ao revestimento, há opções menos agressivas ao ambiente.
Nas paredes, tijolos, por exemplo, são mais interessantes do que o cimento para
o conforto térmico, por transmitirem menos calor e manterem a temperatura
estável.
Ao escolher o cimento, não há alternativas ecológicas, porém há materiais menos
agressivos, como o CP 3, feito de resíduos da indústria cimenteira. Pisos de
madeira de demolição, certificada ou de reflorestamento, em salas e quartos,
também proporcionam temperatura agradável.
Outra possibilidade é uma manta ecológica feita de pó de madeira, resina de
pinheiro, óleo de linhaça, pó calcário, pigmentos minerais e juta, que faz as
vezes de carpete.
Na área molhada, uma solução pode ser o chão de cimento queimado. Para a
pintura, tintas à base de cal e de terra possuem tonalidades que vão do amarelo
ao marrom.
O PVC da parte hidráulica pode ser completamente trocado pelo plástico PPR, que
suporta água quente.
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