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Poluição no sudoeste asiático provoca impacto ambiental no Himalaia

da Efe, em Paris

O vento das planícies situadas aos pés do Himalaia arrasta partículas poluentes de grandes cidades do sudoeste asiático a milhares de quilômetros e as deposita nas vulneráveis cúpulas da cordilheira mais alta da Terra, informaram nesta terça-feira (21) cientistas franceses e italianos.

Esta é a conclusão à qual chegaram pesquisadores do Laboratório de Meteorologia Física francês e do Instituto de Ciências Atmosféricas e do Clima italiano, que acreditam que este fenômeno pode ameaçar a evolução do meio ambiente de uma zona "extremamente vulnerável".
 


Apesar de o dióxido de carbono ser considerado o principal inimigo da luta contra a mudança climática, os estudos mostram cada vez com mais clareza que as partículas atmosféricas também são importantes agentes no processo de aquecimento global, explicam os pesquisadores em comunicado.

Algumas dessas partículas, principalmente as que provêm da combustão, como a fuligem, produzem um aquecimento importante em nível local, da mesma ordem do que são responsáveis em grande escala os gases do efeito estufa.

Estas partículas chegam a altitudes superiores aos 5.000 metros, nas ladeiras do monte Everest, onde se misturam com o ar limpo que desce das camadas da troposfera, formando massas de ar poluído que voltam aos vales durante o dia e que freqüentemente provocam a formação de novas partículas de dimensões mínimas.

Embora os cientistas reconheçam que é difícil avaliar o impacto ambiental deste fenômeno, asseguram que as partículas de fuligem transportadas ao Himalaia aumentarão o ritmo de degelo das geleiras e, portanto, o aquecimento da atmosfera e a precipitação de neve sobre a superfície.

Eles advertem ainda de que as nanopartículas poluentes de nova criação se alojam nas camadas altas da troposfera, onde seu tempo de vida será longo e seu impacto, grande.


 

 

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