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Cientistas estudam soluções
inusitadas para aquecimento
A Royal Society (academia britânica de ciências) vai estudar uma série de
propostas inusitadas para reduzir o impacto do aquecimento global sobre a Terra,
incluindo a colocação de espelhos no espaço para desviar raios solares.
Vários projetos de "geo-engenharia" foram apresentados. Além dos espelhos,
outros cientistas sugeriram estimular o crescimento de algas nos oceanos para
absorver dióxido de carbono, ou borrifar "sprays marítimos" sobre as nuvens para
que elas fiquem mais brancas e possam refletir os raios solares.
A Royal Society afirma que todas as propostas - não importa o quão mirabolantes
- têm que ser propriamente analisadas. Mas grupos ambientalistas alertam que as
soluções tecnológicas não devem desviar a atenção do problema de reduzir a
emissão dos gases que provocam o efeito estufa.
Projetos
Um grupo de engenheiros e cientistas que estudam o clima deve analisar os
projetos e publicar um relatório em meados do ano que vem. Entre as idéias
também está semear partículas na atmosfera para atuar como um bloqueador solar
planetário.
Segundo o professor Andrew Watson, da Universidade de East Anglia, que é membro
do grupo, "algumas da idéias podem ter efeitos colaterais desagradáveis, algumas
podem ser muito caras e outras podem não funcionar".
"Sentimos que há uma variedade de idéias como essas por aí, e um crescente
interesse por elas", afirma Watson. O professor diz acreditar que é hora de
analisá-las com alguma autoridade para saber quais podem ser úteis e o que mais
precisa ser feito. Watson acrescentou ainda que nenhuma das idéias é claramente
maluca.
"O grupo de trabalho não vai desprezar nenhuma delas por parecerem fantásticas",
afirmou. "Acredito que alguns desses esquemas tenham potencial para reduzir o
dióxido de carbono na atmosfera, e alguns certamente têm potencial de esfriar o
planeta".
Maior atenção
O objetivo do estudo é providenciar o primeiro passo útil para definir os
parâmetros e limitações dessas idéias, e oferecer recomendações sobre quais
merecem maior atenção.
Em muitos casos, algumas das propostas podem ter efeitos danosos não
intencionais ao meio ambiente. Um dos objetivos do grupo é investigar esses
potenciais efeitos colaterais e estabelecer que tipo de pesquisa deve ser
encomendada.
Alguns ambientalistas dizem acreditar, no entanto, que só pensar em soluções
tecnológicas desvia a atenção da questão das emissões de gases poluentes.
Mas, segundo o professor Watson, há uma sensação na comunidade científica de que
essas propostas devem ser estudadas, porque algumas podem ser úteis, no mínimo,
como último recurso.
"Se as piores previsões sobre mudanças climáticas se concretizarem, o que
acontece se, politicamente, não conseguirmos mudar nossos hábitos de emissões?",
pergunta o pesquisador.
"Como último recurso, poderíamos usar um desses métodos possíveis", afirma
Watson. "Se não tivermos feito a pesquisa e avaliado esses métodos de maneira
apropriada, esta opção não vai estar na mesa".
Comentário: Alguma vês ouviu tanta idiotice?
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