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Estudo diz que tequila provoca problemas ambientais no México


ALEXANDRA VILCHEZ
da Efe, em Charlotte


A popularidade da tequila provocou problemas ambientais nas regiões mexicanas onde a bebida é produzida, segundo um estudo conduzido pela Universidade Estadual da Carolina do Norte, nos EUA.

O Conselho Regulador da Tequila (CRT), com sede em Guadalajara, no México, define a tequila como uma aguardente destilada de modo fermentado obtida com a seiva de uma planta conhecida como agave-azul.

De acordo com as leis mexicanas, a bebida só pode ser produzida em uma região que abrange a região de Jalisco e outros quatro Estados mexicanos considerados "áreas geográficas de origem da planta."

Divulgação



Plantio desordenado da agave-azul, base para a tequila, tem como consequencia a degradação ambiental, dizem pesquisadoras
Como são áreas protegidas por leis e acordos internacionais, não é permitido semear ou reproduzir o agave-azul em outras regiões. A planta leva cerca de seis anos para se desenvolver, para fins de produção de tequila.

O estudo, divulgado nesta semana, explicou que essas áreas determinadas pela lei "não podem continuar sendo sustentadas por diversos fatores sociais e ecológicos". O plantio da agave-azul em lugares não indicados dentro dessas áreas foi gerado em parte pelo "boom" que a indústria teve nos últimos 15 anos.

"O persistente ciclo de excedentes e escassez do agave-azul em relação à grande demanda provocou insegurança econômica entre os produtores e degradação ambiental", disse a pesquisadora Sara Bowen, do Departamento de Sociologia e Antropologia da universidade norte-americana.

Bowen e sua colega, Ana Valenzuela Zapata, da Universidade de Guadalajara, estudaram uma das comunidades mais populares de produção de tequila, Amatitán --a segunda cidade de importância do estado de Jalisco, México.

Os problemas da provisão e do excesso da demanda fizeram com que as empresas plantem seus próprios agaves de forma desproporcional em terras que nunca foram destinadas para o cultivo, de acordo com a pesquisa.

A "substituição das práticas tradicionais das fazendas está marginando os produtores independentes e trabalhadores", afirma Bowen.

A pesquisadora acrescentou que as normas que definem a produção da tequila, como a de podar os agaves-azuis para controlar as pragas de insetos, também estão sendo modificadas pelo aumento do uso de pesticidas e outros químicos.

"Se a indústria deseja ter um impacto positivo, por exemplo, no vale de Amatitán no produtor e na terra, é necessário assegurar práticas de produção sustentáveis no marco legal estabelecido", acrescentou Bowen.

 

 

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