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Inseto tem infravermelho para encontrar comida

Uma das armas no arsenal dos bombeiros modernos é a câmera termográfica, um aparelho que pode ser usado para detectar pontos quentes perigosos do lado oposto de portas ou em outros locais de um edifício. O aparelho funciona com base no simples princípio de que, quanto mais quente um objeto, mais radiação ele emitirá na banda infravermelha do espectro, que fica além da porção de luz visível.
 


Um inseto que se alimenta de sementes de coníferas, o Leptoglossus occidentalis, conta com uma espécie de câmera termográfica integrada ao seu corpo, reportam pesquisadores em estudo publicado pela Proceedings of the Royal Society B: Biological Science. O inseto utiliza sua capacidade de detecção de infravermelho não para alertar sobre perigos, mas sim para encontrar comida.

Stephen Takacs, da Universidade Simon Fraser, no Canadá, e seus colegas estudaram o L. occidentalis porque ele é uma das grandes pragas nas florestas do oeste do país, devorando as sementes nas pinhas.

Usando imagens obtidas por um microscópio eletrônico, os pesquisadores localizaram pares de receptores de infravermelho em cada segmento abdominal do inseto. Em experiências de laboratório, eles demonstraram que os insetos se deixavam atrair por uma fonte de radiação infravermelha.

Depois, apontando suas câmeras termográficas para pinheiros brancos do oeste e para abetos Douglas, os pesquisadores constataram que, nas imagens obtidas, as pinhas dessas árvores se destacavam fortemente. A depender do horário de captura de imagem, as pinhas podiam apresentar temperatura até três graus mais elevada do que a dos galhos adjacentes, porque absorvem mais energia solar e possivelmente geram calor autonomamente durante o desenvolvimento de sementes.

 

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