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Aquecimento global ameaça pinguim-imperador de
extinção
da France Presse, em Washington
Os pinguins-imperadores correm o risco de
extinção antes do fim do século, pelo menos em
alguns de seus habitats, por causa do
aquecimento global, revela um estudo divulgado
nos EUA.
Se o aquecimento global continuar derretendo as
geleiras antárticas no ritmo previsto, de acordo
com o último relatório do Painel
Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC)
das Nações Unidas, a população de uma grande
colônia de pinguins-imperadores em Terra Adélia,
na Antártica, poderá despencar dos atuais 3.000
para cerca de 400 casais capazes de se
reproduzir, alertam os pesquisadores.
Jerome Maison/AP

Segundo cientistas, há 40% de chance de que a
população de pinguins-imperadores (foto) sofra
diminuição de 95% ou mais
Segundo diferentes modelos matemáticos usados
por cientistas, há pelo menos 40% de chance de
que essa população sofra uma diminuição drástica
de 95%, ou mais.
"Essa redução dramática na quantidade de
pinguins nessa área significaria, para eles, um
grande perigo de extinção", afirma Stephanie
Jenouvrier, do Instituto de Pesquisa americano
Woods Hole Oceanographic, uma das autoras desse
estudo publicado na última edição dos Anais da
Academia Nacional Americana das Ciências (PNAS).
O trabalho se baseia nas flutuações climáticas
que reduzem as superfícies das geleiras, explica
Hal Caswell, outro autor da pesquisa,
acrescentando que essas variações serão cada vez
mais frequentes nos próximos 100 anos, devido ao
aquecimento global.
Os bancos de gelo desempenham um papel essencial
no ecossistema antártico, já que é o lugar onde
os pinguins-imperadores se reproduzem,
alimentam-se e morrem. Também é o local onde se
desenvolvem os krills, pequenos crustáceos que
vivem nas algas e que alimentam peixes, focas,
baleias e pinguins.
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