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Dez espécies novas de anfíbios são identificadas
na Colômbia
da France Presse, em Washington
Dez espécies de anfíbios foram descobertas no
noroeste da Colômbia --incluindo três rãs
venenosas e três quase transparentes, anunciou a
organização norte-americana Conservation
International (CI), na segunda-feira (2).
As descobertas --nove espécies de rãs e uma de
salamandra-- foram feitas durante uma expedição,
da qual a Conservation International participou,
nas montanhas de Tacarcuna, fronteira com o
Panamá, de acordo com a nota divulgada pela CI,
em Washington.
Marco Rada/Efe

Uma das espécies de pererecas de vidro
encontradas na Colômbia e anunciadas na
segunda-feira; anfíbios medem saúde do ambiente
A Colômbia possui uma das mais diversas
comunidades de anfíbios do mundo, com 754
espécies diferentes.
Os cientistas consideram que os anfíbios são
importantes indicadores da saúde de um
ecossistema. A pele porosa e absorvente desses
animais é como um sistema de avisos de
degradação ambiental causada por chuva ácida ou
contaminação por metais pesados e pesticidas que
também podem prejudicar os seres humanos.
Os anfíbios também ajudam a controlar a
propagação de muitas doenças, como malária e
dengue, porque comem os insetos que as
transmitem às pessoas. Além disso, são
extremamente suscetíveis a variações de clima
incomuns, o que significa que muitas espécies
estão sendo impactadas pela mudança climática.
"Essa região é, sem dúvida, uma verdadeira Arca
de Noé. O número elevado de novas espécies de
anfíbios descobertos é um sinal de esperança,
mesmo com a grave ameaça de extinção que este
grupo de animal enfrenta em muitas outras
regiões do país e do mundo", diz o diretor
científico da CI-Colômbia, José Vicente
Rodriguez.
Dentre as prováveis novas espécies de anfíbios
estão três pererecas de vidro (dos gêneros
Nymphargus, Cochranella e Centrolene); três
sapos venenosos da família Dendrobatidae (dos
gêneros Colostethus, Ranitomeya e Anomaloglossus),
um sapo arlequim do gênero Atelopus, duas
espécies de perereca da chuva (gênero
Pristimantis) e uma salamandra (gênero
Bolitoglossa).
Segundo a organização, a identidade e os nomes
das novas espécies encontradas serão
apresentadas para a comunidade científica e às
autoridades ambientais, para avaliar o seu
estado de conservação e risco de extinção.
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