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Pássaros canoros voam três vezes mais rápido do
que se pensava
da France Presse, em Washington
Os pássaros canoros, como as andorinhas ou os
tordos, voam três vezes mais rápido em seus
périplos migratórios anuais do que pensavam os
ornitólogos, segundo um estudo de pesquisadores
canadenses publicado nesta quinta-feira nos
Estados Unidos.
Em 2007, os cientistas implantaram pequenos
aparelhos em 14 tordos e de 20 andorinhas pretas
na Pensilvânia (leste dos EUA) para monitorar
seus deslocamentos e acompanhar sua migração
para a América do Sul, no outono, e sua volta à
América do Norte, na primavera.
Divulgação

Uma andorinha demorou 43 dias para chegar ir da
Pensilvânia ao Brasil durante o outono, e apenas
13 dias para voltar na primavera
Durante o verão de 2008, a equipe de
pesquisadores retirou os aparelhos de cinco
tordos e de duas andorinhas, para reconstituir
seus itinerários de migração respectivos e
determinar com precisão o lugar onde passaram o
inverno.
Os pássaros canoros são pequenos demais para
serem monitorados por satélites convencionais.
A análise dos dados recolhidos mostrou que estes
pássaros podem percorrer 500 km em um dia, ou
seja, uma distância mais de três vezes superior
à revelada por estudos anteriores, que apostavam
em 150 km por dia.
"Nunca antes os voos de pássaros canoris tinham
sido acompanhados na totalidade de sua viagem
migratória", destacou Bridget Stutchbury,
professora de biologia na faculdade de ciência e
engenharia de York em Toronto (Canadá) e
principal autora deste estudo publicado na
revista americana Science de 13 de fevereiro.
Financiada parcialmente pela National Gergraphic
Society em Washington, a pesquisa também
permitiu descobrir que os pássaros canorios
migram duas a seis vezes mais rapidamente na
primavera do que no outono.
Uma andorinha preta demorou 43 dias para chegar
ao Brasil em procedência da Pensilvânia durante
o outono, e apenas 13 dias para completar o
trajeto de volta durante a primavera para se
reproduzir, afirmou Stutchbury.
"Ficamos espantados com o pouco tempo que
levaram esses pássaros para voltar do Brasil na
primavera", acrescentou.
Os pesquisadores também descobriram que esses
pássaros fazem longas paradas durante sua
migração de outono.
Assim, andorinhas pararam durante três ou quatro
semanas na província de Yucatan, no sul do
México, antes de seguir para o Brasil.
Os autores da pesquisa insistiram na importância
de seus trabalhos na proteção das espécies
ameaçadas de pássaros canoros mas também na
avaliação do meio ambiente.
"Monitorar as migrações de pássaros é importante
para determinar o impacto sobre estes animais da
perda do habitat tropical, mas também para medir
o aquecimento global", ressaltou Bridget
Stutchbury.
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